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MANUEL CINTRA - não sei nunca por onde - edições quasi - julho 1994
Manuel Cintra

Joca Reiners Terron
música
Devils and Dust - Bruce Springsteen
Devils & Dust
sábado, 13 mai 2006 
please restart

O insurgente.net. Acaba o insurgente.blogs.sapo.pt e continua aqui. Novo aspecto, plataforma própria, feita em casa. Melhor! Até quando? como sempre enquanto houver alguma coisa, alguma coisa diferente, que apeteça dizer, escrever, mostrar. Este fica ainda disponível.... assim tipo porteira a quem se deixa o endereço novo.

[21:58]  
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quarta-feira, 8 mar 2006 

hoje as mulheres estão bonitas como sei lá!

[10:19]  
 insurgência por #jmmtc#  
segunda-feira, 6 mar 2006 

hoje vi uma mulher com uma flor no cabelo
ficava-lhe tão bem que vieram abelhas que não pude evitar
tocar-lhe os lábios e a levaram assim sem mais dizer

[10:48]  
 insurgência por #jmmtc#  
sexta-feira, 3 mar 2006 
Mais um
BRUCE SPRINGSTEEN:

COLUMBIA RECORDS TO RELEASE BRUCE SPRINGSTEEN'S 'WE SHALL OVERCOME THE SEEGER SESSIONS' ON APRIL 25

Columbia Records will release Bruce Springsteen's twenty-first album, 'We Shall Overcome The Seeger Sessions,' on April 25. The album features Bruce's personal interpretations of thirteen traditional songs, all of them associated with the legendary guiding light of American folk music, Pete Seeger, for whom the album is named. Speaking of the origins of the new music, Springsteen said, "So much of my writing, particularly when I write acoustically, comes straight out of the folk tradition. Making this album was creatively liberating because I have a love of all those different roots sounds... they can conjure up a world with just a few notes and a few words."

Springsteen recorded the album with a large ensemble. The musicians on the record are Springsteen (guitar, harmonica, B3 organ and percussion), Sam Bardfeld (violin), Art Baron (tuba) Frank Bruno (guitar), Jeremy Chatzy (upright bass), Mark Clifford (banjo), Larry Eagle (drums and percussion), Charles Giordano (B3 organ, piano and accordion), Ed Manion (saxophone), Mark Pender (trumpet), Richie "La Bamba" Rosenberg (trombone) and Soozie Tyrell (violin). Lisa Lowell, Patti Scialfa, Springsteen, Pender, Tyrell, and Rosenberg contribute backing vocals.

'We Shall Overcome The Seeger Sessions' will be released in DualDisc format, with the full album on one side of the disc and DVD content on the other side. The 30 minute video side of the DualDisc contains extensive behind the scenes footage of the recording of the album. In addition, the DualDisc package will contain two bonus tracks and a special booklet including a note from Springsteen.

Springsteen is planning a short tour in the U.S. and Europe to accompany the release of the album. He will be appearing with most of the musicians who appeared on the CD. Details will be announced separately.

According to Springsteen's longtime manager Jon Landau, "'We Shall Overcome The Seeger Sessions' has a lightness and ease to it, a sheer joyfulness, that makes it very special from top to bottom. Bruce has taken a core group of classic American songs and transformed them into a high energy, modern and very personal statement."

'We Shall Overcome The Seeger Sessions' Track Listing

1. Old Dan Tucker
2. Jessie James
3. Mrs. McGrath
4. Oh, Mary, Don't You Weep
5. John Henry
6. Erie Canal
7. Jacob's Ladder
8. My Oklahoma Home
9. Eyes On The Prize
10. Shenandoah
11. Pay Me My Money Down
12. We Shall Overcome
13. Froggie Went A-Courtin'

Bonus Tracks:

Buffalo Gals
How Can I Keep From Singing

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www.brucespringsteen.net
[10:13]  
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terça-feira, 21 fev 2006 

Interrompo este restart só para escrever este post.
Pronto, já está.

[14:27]  
 insurgência por #jmmtc#  
quarta-feira, 8 fev 2006 

This blog is restarting..., please wait.

[14:30]  
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quinta-feira, 2 fev 2006 

Essa cadeira é minha!

[18:32]  
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quarta-feira, 1 fev 2006 

Sobre isto: José Sócrates e Bill Gates assinam 18 projectos do Plano Tecnológico

recordemos isto:

2005-03-21: Intervenção do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior [Mariano Gago] no debate parlamentar sobre o programa do Governo:

[..]Também nos pronunciamos em defesa da crescente utilização de sistemas operativos não proprietários sempre que apropriado, designadamente em serviços públicos, e estimularemos a sua generalização e a formação adequada para atingir ese objectivo.[..]" e também aqui no programa do governo: promoção de sistemas operativos não proprietários open source sempre que apropriado(destaques meus)

Apesar do que à primeira vista possa parecer, a contradição de facto não existe; o que acontece é que pelos vistos "não é apropriado" promover o uso de sistemas não proprietários.

[16:08]  
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sábado, 28 jan 2006 
In Search of Mozart
A rtp 2: passou o documentário In Search of Mozart, aliás excelente, que na programação deverá prosseguir amanhã (ou seja hoje, sábado!) pelas 18 horas!!! Porque razão estes horários desencontrados para um mesmo programa? Terá alguma coisa a ver com o título, e quererá a 2: que os mais desatentos passem os próximos serões de comando na mão à procura do documentário entretanto já passado?

Quem não viu pode sempre adquirir o dvd.
[00:12]  
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quarta-feira, 25 jan 2006 
Mérito

Será por isto e por isto que o administrador desta empresa vai ser hoje condecorado?

[14:01]  
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terça-feira, 24 jan 2006 

Nem sequer podem furar os pneus do carro?

[11:28]  
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domingo, 22 jan 2006 
Portugal apaga-se. O último a sair que feche a porta.

[22:03]  
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Após a reflexão..., e antes do voto.

[11:07]  
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sexta-feira, 20 jan 2006 
Sondagem Presidenciais 2006
(aqui você só tem o que merece!)


Nota: é de salientar a similitude de abordagem gráfica com um grande jornal de referência
[08:03]  
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quinta-feira, 19 jan 2006 
Homem barricado foi finalmente apanhado!

Homem barricado foi finalmente apanhado!

[14:24]  
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Allô Allô!!! (1)

Driinng, Driinng…., Driinng Driinng…
Estou…!
Sim, Aurélio?
Sim…?
Daqui Gaspar, tudo bem meu sacana!?
Eh pá! Tudo em cima, diz pá!
É assim meu… afinal só amanhã é que vem aquilo… pá, …
…! Uh, ah sim já sei…, tudo bem meu! Não te preocupes hoje vou já adiantando serviço meu, já criei o ficheiro… o Excel e estou agora a decorá-lo, tas a ver né?, fontes, bolds …para ir mais bonitinho… não tão em bruto… até comprei o manual (do meu bolso meu depois apresento o recibo ok?) aquele do “… for damis” tás a ver…?
Eh pá, porreiro! Tens que me deixar fotocopiar meu…
Na maior… vem lá uma parte sobre como esconder coisas meu! Tá giro hás-des ver depois…
Bacana meu continua, olha depois falamos, tou aqui cuma cena …
Na maior um abraço!
Ya pra ti também, tchau pá!


(continua ou talvez não)

[11:44]  
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terça-feira, 17 jan 2006 

TIIIIIIMMMMMMMMBBBEEEEEERRRR!!!!??????

[13:56]  
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Solução à vista na Justiça!

Última Hora: Novos operadores informáticos da PT virão da Indústria Têxtil e serão formados em Excel pela Microsoft.

[11:44]  
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domingo, 15 jan 2006 
O problema é dos computadores!
Lê-se no Público (não coloco link porque não me apetece!) acerca das listagens com registos telefónicos :

"Quando pedíamos informação sobre um número, ele gerava dados sobre o cliente. Nunca havia problemas porque os tribunais nos pediam os registos em papel. Neste processo, foi a primeira vez que um juiz exigiu os registos informáticos, o que levou a que fossem disponibilizados outros números do mesmo cliente”, disse ao PÚBLICO um porta-voz da PT. Daí o facto de terem sido enviados os registos telefónicos efectuados por outros números igualmente pagos pelo Estado."

É puramente um problema informático! Estamos todos mais descansados, nada que uns cursos financiados de programação e sistemas não resolvam!... Mas só uma perguntinha..., quando o pedido feito solicitava suporte em papel qual o destino das folhas com os outros números do mesmo cliente - sim esses que eram para esconder? Ah! ok, já percebi, deve haver um tótó qualquer na PT que passa o dia a copiar para papel apenas e só a informação relevante, e outro idiota (se calhar o mesmo!), responsável por eliminar a informação irrelevante que o primeiro não deve transcrever.

Valha-nos santa ingenuidade!
[16:47]  
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sexta-feira, 13 jan 2006 
Afinal gostam ou não os jornalistas mais de Cavaco?

Cavaco protagoniza mais informação nas Tvs - Notícia - Marktest.com

[10:36]  
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segunda-feira, 9 jan 2006 
Sou Mau

seguindo o conselho de A aba de Heisenberg


How evil are you?

[14:05]  
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sábado, 7 jan 2006 
Poesia de gancho, poesia lixada
De repente, não chove
e dói-me a alma do lado esquerdo
porque sou torto, sou canhoto,
sou cada vez menos possível
e porque quando não chove passa por ti
e porque quando sou canhoto, quando sou menos,
quando tento ser possível, também passa por ti


E parece outono em junho, e nem maio acabou
é um reboliço, uma cantarolada, uma reviravolta
sem sentido dos sentidos todos surdos,
todos prontos ou prestes e sempre irritantes
a roçar por ti, sabes, pelo que tens de melhor


Então fico púdico: é quando sou ordinário
para esconder o resto por arrasto
e não sei se sei, nem sequer sei se sou
mas dou-te a mão às vezes como um soco às vezes
como um sino, não sei se soa, sei que é pouco sábio
sei que hoje ainda aqui estou e nada puxo
para não cair.


E a chuva é de gancho a chuva é lixada
a chuva há-de vir

Manuel Cintra, não sei nunca por onde, pág.34, edições quasi, 2004
[15:27]  
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sexta-feira, 6 jan 2006 
Cavaco assume-se entre os piores políticos

«Pagar melhor àqueles que tomam decisões na esfera política talvez ajude a trazer os melhores para a vida política», diz cavaco (pode ler-se aqui).
Finalmente concordo em 1 ponto com o candidato.

[12:44]  
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20 anos depois...

… dei por mim a recordar como foram as eleições presidências de 1986; terminava na altura o 12º ano, ainda não votava, nem a maior parte dos estudantes que terminavam naquele ano o secundário; mas foi uma luta, uma luta saudável, uma festa, de todos os lados, em todos os lado, na escola, nas ruas, nos cafés, nos transportes, pelo que se pensava, dizia, comentava, argumentava, insultava, todos mostravam de que lado estavam, quase todos falavam e tinham opinião sobre as presidenciais, e no dia seguinte estavamos todos, freitistas, soaristas, pintassilgistas, lado a lado, a conversar sobre o resto, a estudar, jogar futebol, a fazer gazeta, a partilhar uma escola e uma sociedade que sentíamos como nossa que pensávamos estar a construir… mas que afinal deve ter acabado! Senão, mostrem-me a escola onde as conversas de intervalo sejam sobre política, sobre as presidenciais, sobre o futuro, sobre o que os espera, sobre o que pensam e dizem os políticos!

[12:03]  
 insurgência por #jmmtc#  
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quinta-feira, 5 jan 2006 
End the nuclear threat
O bloguitica iniciou uma micro-macro-causa a favor da energia nuclear. Aliás, de repente!, a energia nuclear começa a ser falada e cada vez mais bendita como a salvação para eventuais crises energéticas; todo e qualquer acontecimento relacionado com energia, seja galp, edp, petróleo, bloqueio do gás a Ucrânia etc. etc., é pretexto para louvar a energia nuclear. Começa a cheirar mal. Parece que anda por aí um lobbie com pele de cordeiro.

Para já fica este link: End the nuclear threat; só e apenas como fonte alternativa de informação.

o bloguitica tem assim direito a um destaque especial na coluna à direita, inaugurando a secção + tóxica do insurgente
[00:09]  
 insurgência por #jmmtc#  
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quarta-feira, 4 jan 2006 
De uma conversa rápida...
Deve a escola ensinar a ler ou ensinar a dar?
[22:48]  
 insurgência por #jmmtc#  
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Este blogue tem finalmente comentários (sempre que me apeteça)
[22:28]  
 insurgência por #jmmtc#  
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terça-feira, 3 jan 2006 
Spirit: 2 anos a explorar

[13:42]  
 insurgência por #jmmtc#  
segunda-feira, 2 jan 2006 
Discriminação

Acerca disto acho que o Público merece também um acto de discriminação.

[14:52]  
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domingo, 1 jan 2006 
Não ignore à partida uma realidade desconhecida
[10:36]  
 insurgência por #jmmtc#  
sábado, 31 dez 2005 
F e l i z    A n o    N o v o!
[18:07]  
 insurgência por #jmmtc#  
O mapa ao contrário: dica da aba de Heisenberg



Visitas 2005 por mês
Previsão pessimista para 2006 (fonte: professor kabia)
Previsão optimista para 2006 (fonte: professor kabia
segundo modernas técnicas)

 actualizado mesmo agora!
 
[16:58]  
 insurgência por #jmmtc#  
1 Ano (I)
Este blogue assinala 1 ano de existência amanhã dia 1 de janeiro. Era meu propósito ter efectuado algumas mudanças nestes últimos dias do ano mas a fraca produtividade que nos acompanha, e que é culpa, como todos sabemos do funcionalismo burocrático público, portanto total e completamente alheia ao seu modesto proprietário, não permitiu grandes progressos. Assim sendo, mudanças mudanças só pró ano.

Não, também não é necessário grandes cumprimentos e festas e mensagens porreiras e destaques singulares... pode-se ver pelo que se segue que não são muitas as caras que aqui aparecem. Não são muitas mas são as que há e são boas! e que agradeço. Aliás, basta pensar que em 31 de Dezembro de 2004 não existia "o insurgente" e hoje veja-se as imagens, olhe-se para os gráficos..., desafio qualquer um a dizer que não somos já um blogue de referência global, sem truques, refreshs automáticos etc. etc.! Cruzes canhoto, vade retro satanás!
[16:28]  
 insurgência por #jmmtc#  
sem título adequado ou o que me veio à cabeça lá pelas 9 da noite de ontem
Eh!
hum... sim... o quê!?
Agarra!...
hã...!
agarra aí!
o quê?
esse, agarra-o!
o quê? quem?
esse pá, aí! agarra-o, agarra-o bem!
quem, este?
sim, agarra-o agora
este?
sim! esse, agarra-o bem!
pronto, já está!
ok, pá, já vou aí, não o deixes fugir!
...
pronto, já cá estou...! Onde está?
o quê?
o gajo
quem?
deixás-te-o fugir?
não, quem?
mas fugiu!
fugiu?
e então?
então o quê?
como foi que fugiu?
não sei
não o tinhas agarrado?
sim agarrei-o
mas, fugiu!
ah sim!?
[16:00]  
 insurgência por #jmmtc#  
sábado, 24 dez 2005 
2 certezas e 1 incerteza
O senhor saraiva pensou, pensou, e tornou a pensar, e tudo somado encontrou 3 perguntas, as únicas possíveis sobre as presidenciais. Três perguntas, 2 certezas e uma incerteza com a máscara da certeza:

A 1ª certeza deste senhor é de que quem decide as eleições - o centrão - ou seja aquela margem de (1 a 5)% que faz a diferença entre (49 e 54)% está-se nas tintas para as ideias do candidato que "vai ganhar" mas que "vai" votar nele porque ele (candidato) "vai ganhar" porque é o "mais forte", e é o mais forte porque precisamente "vai ganhar".

A 2ª certeza deste senhor é a posição dos outros candidatos - aqueles que não vão de certeza ganhar - é um lugar-comum, que qualquer miúdo da escola primária desmontaria invertendo os nomes dos candidatos. É a certeza hipotética que tanto anima os jornalecos deste país e que a bandas largas inunda as mentes esvaziando-as de pensar no importante.

A Incerteza deste senhor é de facto aquela que o faz tremer e que invalida a 1ª certeza: as condições inversas às condições normais, as condições anormais que impossibilitam que o candidato que vai ganhar não ganhe. E quais são essas? as normais? condições atmosféricas?, o ânimo dos 6 milhões de benfiquistas à altura do voto?, algum desatre apocalíptico?; não, as condições normais também nos diz este senhor: se o candidato que vai ganhar não cometer muitos erros. Não diz se não cometer erros, mas sim se não cometer muitos - aqui importaria quantificar o "muitos", serão 2, 5, duas mãos de erros, duas mãos e dois pés de erros? Quantos cavacões são admissíveis para a vitória?

O triste não são as certezas do senhor, mas sim a habilidade jornaleca que já nos habituou com que as quer colar e fazer passar à opinião pública, escondendo habilmente a sua incerteza muito real. E essa incerteza é a incerteza do candidato cavaco que se torna na certeza do presidente cavaco: vai de certeza cometer muitos erros como presidente como o fez no passado como 1º ministro, muitos mais do que aqueles que os habilidosos do marketing não o vão de certeza deixar cometer até ao dia das eleições.

O que nos diz este senhor é que quem vota em cavaco vota na certeza. Eu diria mesmo, ai vota vota!
[11:32]  
 insurgência por #jmmtc#  
segunda-feira, 19 dez 2005 
Voto Jerónimo
Voto Jerónimo. Porque quer romper. Porque quer mudar. Porque diz que é preciso outro caminho. Porque apresenta outras políticas. Porque nos diz para resistir. Porque nos apela ao não conformismo. Porque nos garante transparência e clareza nos actos, sem meias palavras, sem os pactos que os teóricos nos quer dizer que a todos serve e para todos é justo. Porque é uma personalidade de "protesto". Porque é contra este sistema de 30 anos cor-de-capital-rosa-alanrajado. Voto Jerónimo.
[23:33]  
 insurgência por #jmmtc#  
domingo, 11 dez 2005 
assim que o tédio descansar...

...este insurgente irá entrar em processo de transladação para outra paragem, assinalando assim 1 ano de existência no próximo dia 1 de janeiro. O formato será mantido, o nome também, o link esse será diferente; no fundo tudo ficará mais ou menos igual mas nem tudo! Informo, no entanto, os meus 4 medianos leitores diários, que o ritmo dos posts não será afectado; manter-se-á, sem dúvida, abundatemente e frequentemente estático... ou vice-versa.

[00:43]  
 insurgência por #jmmtc#  
Concerto de Bruce Springsteen, gravado em Londes no ano de 1975 - The Hammersmith concert - na recente edição em dvd comemorativa do 30º aniversário da edição do álbum "Born To Run"; ali estava toda a energia que havia de explodir "like a supernova"; vendo aquele concerto nos primórdios de uma carreira não é regressar ao passado mas simplesmente ter à nossa frente o futuro que haveria de ocorrer, claro e totalmente percéptivel.

Não foi, portanto, um acontecimento simplesmente nostálgico, mas sim, e como sempre me acontece, a redescoberta de um sentido novo, musical, mas principalmente poético. Ouvi a música de Bruce Springsteen pela 1ª vez tinha os meus 16/17 anos em 1984/85 - na altura certa; "Born To Run" entrou como uma explosão de significados, anseios, sonhos, angústias, relâmpagos de desesperos, revelação de frustrações... Poderia ter terminado, passado como tanta coisa passa e termina, mas não terminou!...A poesia de Springsteen está presente na minha vida diariamente, a sua música é-me imprescindível, cada palavra, verso, alimenta-me a vida, bem como os sonhos mais longínquos e distantes.

No fundo é uma contínua e louca corrida à desfilada por "mansions of glory" que ansiamos alcançar nesta máquina suicída que diariamente controlamos ou tentamos controlar. Sonhos, medos, paixões, amores, desilusões, o tempo que ficou lá atrás..., só a glória, o sucesso, não faz parte. Ou talvez seja isto mesmo, e pensar que hoje, ou amanhã, quem sabe, iremos dizer o que sempre quisemos dizer: "So Mary climb in / It's a town full of losers / And I'm pulling out of here to win"
.
[00:05]  
 insurgência por #jmmtc#  
domingo, 27 nov 2005 
Banalização da Tortura
Diz-se, escreve-se, noticia-se, que a CIA, ou seja, a agência de espionagem dos Estados Unidos da América, ou seja, o governo dos EUA, transporta presos, seres humanos, que ningém sabe quem são, que crimes cometeram, aonde nem como, em aviões com destinos incógnitos na Europa; diz-se ainda, que o faz com um simples objectivo: poder submeter esses presos a todas as formas de tortura, fora do seu território, longe das suas próprias leis, longe dos olhares dos seus cidadãos, dos seus "media", dos seus tribunais; fá-lo talvez com uma justificação simples: na luta anti-terrorista tudo vale, para preservar o modo de vida ocidental dos seus cidadãos tudo é admitido, e se passar pela prática da violência, da tortura, sobre outros e se esses outros forem catalogados como inimigos, como agressores à sua segurança nacional ainda mais se justifica. E se para isso for necessário redefinir o conceito de tortura então ainda melhor.

Que isto possa acontecer e esteja a acontecer não acredito que haja muitas dúvidas - basta olhar para a prisão de gauntanamo - a única que sabemos que existe - o que lá se passa poucos sabem, sobre as formas como são mantidos os prisioneiros poucos sabem, o que sabemos é que os EUA recusam tratar os presos vindos do Afganistão e do Iraque como prisioneiros de guerra, pois se o fizessem ficariam estes abrangidos pela convenção de Genebra (que proíbe a tortura).

Mas ninguém pergunta e questiona o governo americano, ninguém exige explicações, nenhum responsável governamental português publicamente se indigna, nenhum magistrado português investiga; os jornalistas, alguns, de forma no minímo ridícula, limitam-se a questionar sobre se tais aviões "secretos" obtiveram autorização portuguesa para sobrevoar e aterrar em solo português!, os outros veiculam as informações que pela Europa circulam. E os portugueses leêm, ouvem, mas têm mais que fazer.

Interessa perceber porque o fazem; porque razão nada de substancial em termos de atitudes vem a lume; só por uma razão se compreende: porque no fundo, no intímo das suas lógicas políticas, das suas mentes, dos seus pensamentos, das suas referências e valores, também eles concordam (ou começam a concordar) com tais práticas e com as suas justificações, e não é dificil perceber porque assim é: uma das séries televisivas de maior audiência e de maior sucesso, nos últimos 2 anos - 24 transmitida pela rtp 2 -, banalizou a tortura, a agressão física, a violência, sobre aqueles que estão no campo oposto, sobre os presos, sobre os terroristas; em nenhum dos episódios da série se viram os presos a exercerem os seus direitos de cidadania, nunca se viu um juíz a emitir qualquer mandato de captura, advogado algum a ter um papel no processo de investigação - pelo contrário, todos os direitos foram banidos, sequer minimamente referidos ou mencionados - a não ser claro pelos próprios presos.

Quando durante meses nos enchem a cabeça e nos lavam o cérebro dos "empecilhos" morais e éticos que devemos ter para com o outro - mesmo sendo o outro aquele que antes nos apontava uma arma - não é incompreensível que poucos se impressionem com os actos bárbaros de um governo - auto-proposto - defensor da liberdade, democracia, e direitos humanos, em todo o planeta.
[14:34]  
 insurgência por #jmmtc#  
sexta-feira, 18 nov 2005 
"Ir à neve"
Não sou adepto de desportos de inverno. Nunca os pratiquei. Também não me entusiama a ideia de "ir à neve" praticar qualquer um desses desportos (agora assalta-me a dúvida: se quem "vai à neve" - e falo da maioria dos portugueses que lá vão - vai praticar desporto ou simplemente praticar algo desportivo de forma praticamente não desportiva; isto fica para outras considerações...), porque simplesmente tal ideia não me é "familiar". Mas o que me interessa aqui salientar é a motivação que leva muitos jovens actuais, da classe média, tendo possibilidades financeiras, a optarem por "ir à neve" ao estrangeiro, gastarem algumas centenas de contos, em vez de irem a outro sítio onde gastando menos ou o mesmo, porventura (e do meu ponto de vista é claro) poderiam obter um melhor proveito pessoal quer em termos cultural e mental; "ir à neve" aos Pirinéus ou aos Alpes, durante 1 ou 2 semanas simplesmente para subir e descer encostas de neve, imagino que apenas alguém o faça pela simples adrenalina que a velocidade ou tal acção radical lhes transmita. Não vejo mais. Para mim é uma questão de opção livre de cada um, é óbvio, mas parece-me pouco para uma Juventude. Parece-me que neste mundo cada vez mais globalizado e aberto, numa europa sem fronteiras, mais os jovens portugueses olham para o seu umbigo. E isso é pouco, muito pouco, na neve passageira das oportunidades de uma vida.
[17:26]  
 insurgência por #jmmtc#  
Encomendas
Quando olho para este tipo notícia encomendada num dia de greve de professores, dá-me vontade de perguntar: Já alguém se deu ao trabalho de analisar a percentagem de faltas cometidas pelos alunos do ensino secundário? É que atendendo simplemente à lei é permitido faltar injustificadamente até ao ao triplo do tempo semanal de uma disciplina; ou seja numa disciplina de 2 horas semanais aluno pode, sem dar cavaco (ups! não queria usar esta expressão!), faltar até 6 horas o que fazendo a conta a 8 meses de aulas dá (arredondando) 10% de tempo perdido legalmente pelo aluno. Injustificadamente. Eu não sei como estamos de gazeteiros actualmente mas eu recordo-me que era boa prática estuadantil - que nos punha bem connosco e com os amigos - tapar às disciplinas.

Digo já de antemão: não sou professor.
[12:40]  
 insurgência por #jmmtc#  
Sem pré-aviso
Este blogue não feito jus ao seu nome, mas hoje, e sem qualquer pré-aviso - sempre achei este requisito completamente contra o sentido de qualquer greve! é como se um cão antes de nos morder, por um sentido qualquer de amor ao próximo e contra o seu acto de protesto, nos viesse lamber a mão - vai fazer greve ao seu estado normal dos últimos dias. Este post é já um bom indício; veremos ao fim do dia...
[10:22]  
 insurgência por #jmmtc#  
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quinta-feira, 10 nov 2005 
MONANGAMBA

Naquela roça grande não tem chuva
é o suor do meu rosto que rega as plantações;

Naquela roça grande tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue feitas seiva.

    O café vai ser torrado,
    pisado, torturado,
    vai ficar negro, negro da cor do contratado.

Negro da cor do contratado!

Perguntem às aves que cantam
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:
Quem se levanta cedo? quem vai à tonga?
Quem traz pela estrada longa
a tipóia ou o cacho de dendém?
Quem capina e em paga recebe desdém

    fuba podre, peixe podre,
    panos ruins, cinquenta angolares
    "porrada se refilares"?











Quem?

Quem faz o milho crescer
e os laranjais florescer
- Quem?

Quem dá dinheiro para o patrão comprar
máquinas, carros, senhoras
    e cabeças de pretos para os motores?

Quem faz o branco prosperar,
Ter barriga grande - ter dinheiro
- Quem?

E as aves que cantam.
os regatos de alegre serpentear
e o vento forte do sertão
responderão.

    - "Monangambééé..."

Ah! Deixem-me beber ao menos subir às palmeiras
Deixem-me beber maruvo, maruvo
e esquecer diluído nas minhas bebedeiras
    - "Monangambééé..."


António Jacinto

contratado: trabalhador em regime forçado
tonga: lavra, quintal
Maruvo: bebida fermentada proveniente da seiva açucarada do bordão
Monangamba: contratado

[22:56]  
 insurgência por #jmmtc#  
domingo, 6 nov 2005 
BORN TO RUN - 30 anos - 1975-2005
Vai ser editada uma caixa comemorativa dos 30 anos do álbum "Born To Run" de Bruce Springsteen; aliás ultimamente têm sido editados várias coisas sobre springsteen, pricipalmente DVD's.


COLUMBIA RECORDS TO RELEASE HISTORIC 'BORN TO RUN 30TH ANNIVERSARY EDITION' ON NOVEMBER 15 BOX SET WILL INCLUDE THREE SEPARATE DISCS INCLUDING A STUNNING DVD OF THE LEGENDARY 1975 HAMMERSMITH ODEON CONCERT; A DVD OF "WINGS FOR WHEELS: THE MAKING OF BORN TO RUN," WITH NEVER BEFORE SEEN ARCHIVAL FOOTAGE AND NEW INTERVIEWS WITH ALL THE BAND MEMBERS AND MANY OTHERS; AND A CD OF THE BRILLIANTLY REMASTERED 'BORN TO RUN'
Para mim, simplesmente o melhor álbum de Springsteen! puro rock! (e o primeiro que ouvi do Boss). Até lá e (depois também) fica em destaque na barra esquerda.
[17:20]  
 insurgência por #jmmtc#  
Louçã
Louçã escolheu o seu alvo: Manuel Alegre. Por várias vezes se referiu aos dois candidatos do PS. Não se referindo a Jerónimo de Sousa senão para mostrar simpatia, dizendo estarem no mesmo campo, assume a táctica de confrontação com Alegre. Não deixa de ter razão ao criticar Alegre por este agora querer parecer "fora" do PS e não assumir as suas responsabilidades com o passado - com as políticas que o PS seguiu e ele - Alegre - concordou e votou no Parlamento. De resto, desta entrevista, só mesmo de salientar o ódio estampado na cara da "jornalista" por ter ali um político que não consegue espezinhar. Mais uma vez se assumiu como defensora de alguém ausente... O próximo será Manuel Alegre, e já estou a ver os temas em cima mesa: divisão da esquerda, provocar o confronto som Soares, provocar o confronto som Soares, provocar o confronto som Soares, provocar o confronto som Soares, divisão da esquerda, o timing da candidatura, divisão da esquerda... enfim o rol da mediocridade jornalística, das banalidades politiqueiras. Perguntas a sério, não sabe, ou não quer fazer.
[16:43]  
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sábado, 5 nov 2005 
Novidade
"Acaba de ser posta em linha a MorDebe, uma nova ferramenta linguística para o português. MorDebe é o maior repositório de palavras da língua portuguesa em linha, acessível ao público gratuitamente."

"A MorDebe portuguesa propõe-se descrever principalmente o Português Europeu: todas as palavras que constam na base de dados seguem a ortografia e a flexão do Português Europeu. No entanto, palavras que não fazem parte da variedade do Português Europeu mas que ocorrem nos textos-fonte são incluídas na MorDebe e marcadas como pertencendo ao Português do Brasil, de Moçambique, de Angola e de Cabo Verde."

Vale a pena consultar.

(Obrigado Henrique pela informação)
[20:43]  
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sexta-feira, 4 nov 2005 
Jerónimo
Jerónimo de Sousa colocou o dedo na ferida: por que razão os "competentes" economistas, políticos, gestores, engenheiros etc. etc., que estiveram, ao longo destas últimas duas décadas, ou no governo, ou que suportaram as políticas dos últimos governos, e que tiveram responsabilidades, quer de decisão, quer de intervenção se passeiam na praça pública como se tivessem agora chegado, tentando apagar o passado, o que não fizeram e o que fizeram mal; por que razão ninguém assume a sua culpa; e por que razão lhes continuam a dar cobertura?

Jerónimo tinha à sua frente o exemplo perfeito da desonestidade na vida pública, o querer a todo o custo sobrepôr-se ao outro, sem qualquer intenção de permitir a terceiros (o público) uma avaliação justa. À mediocridade intelectual e preconceituosa da entrevistadora, sobrepôs-se a modéstia e honestidade argumentativa do entrevistado.

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[00:01]  
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quarta-feira, 2 nov 2005 
Soares
Face a uma "jornalista" notoriamente parcial, irritantemente provocadora, voluntariamente facciosa e defensora da direita cavaquista, chegando ao ponto de contrapôr qualquer argumento contrário como se falando em nome de alguém ausente, Soares regressou e bateu forte, e se não disse nada sobre o país e o seu futuro - pois para tal não foi questionado! - veio com certeza lembrar a muitos que ainda sabe o que faz, o que fez, o que diz, e principalmente, veio lembrar - e não disse mais porque a dita jornalista não deixou - o que o outro, o ausente não fez, e tão pouco certamente saberá fazer.

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[22:11]  
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Migalhas
Há pessoas que falam da sua vida privada com o mesmo estado de espírito e facilidade das migalhas que vão caindo quando comem bolachas; a destreza com que o fazem obriga-as a afastá-las para cima dos outros e, como tal, nunca se incomodam. A tais pessoas desculpava facilmente a avidez do glutão que mantêm a boca cheia que o impede de falar.
[15:41]  
 insurgência por #jmmtc#  
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[12:14]  
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quinta-feira, 13 out 2005 
Micro-Causa II
"O director do "Público" explicou também o silêncio do jornal sobre a polémica levantada, afirmando que foi decidido não perturbar a campanha eleitoral." [Clube de Jornalistas]

A função de um jornal é informar quando tem em suas mãos uma notícia objectivamente de interesse público, não fazer política; sentir-se perturbado é um acto próprio de quem está deste lado, do cidadão; um jornal informa, divulga a notícia se verdadeira, não faz fretes ao poder, aos políticis ou a quem quer que seja, nem tenta atirar poeira para os olhos dos seus leitores e cidadãos com pretensas boas intenções protectoras da paz eleitoral quando ainda por cima está em causa um tema directamente relacionado com o processo eleitoral; já chega de não perturbar, já chega de não fracturar, já chega de mentira. O Público errou.

É tempo de não deixar cair a causa.
[00:59]  
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domingo, 9 out 2005 
Eleições: mini-comentário 3
Muito Povo gosta de Medalhões.
[22:04]  
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Portugal
Foda-se! não há gente competente para fazer funcionar o sistema informático do stape nesta merda pequena de país!
[21:27]  
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Eleições: mini-comentário 2
Vencedor da noite: CDU 
[21:03]  
 insurgência por #jmmtc#  
Eleições: mini-comentário 1
O PS mete as mãos pelos pés, o PSD ganha e pensa nas Presidenciais, o PP não se ouve, a CDU rejubila, e o Bloco começa a rachar(?)...
[20:22]  
 insurgência por #jmmtc#  
Portugal
:: Sistema Momentaneamente Indisponível ::
[19:38]  
 insurgência por #jmmtc#  
Dever físico
Hoje vou cumprir o meu dever físico; ficar em casa e não participar na farsa local.
[10:46]  
 insurgência por #jmmtc#  
sábado, 8 out 2005 
Micro-Causa - Este blog também quer ser esclarecido
Um jornal voluntariamente mouco arrisca-se a ficar surdo, e um jornal surdo arrisca-se a não falar e a médio prazo a não ter público.

Este blog também quer ser esclarecido.
[18:16]  
 insurgência por #jmmtc#  
Em dia de reflexão sobre medalhões e afins...
Teoria do Medalhão
Diálogo


"Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. (...) A vida, Janjão, é uma enorme lotaria; os prêmios são poucos, os malogrados inúmeros, e com os suspiros de uma geração é que se amassam as esperanças de outra. (...) assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. (...) Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. (...) És moço, tens naturalmente o ardor, a exuberância, os improvisos da idade; não os rejeites, mas modera-os de modo a que aos quarenta e cinco anos possas entrar no regime do aprumo e do compasso.(...)
- Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas idéias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente; coisa que entenderás bem, imaginando, por exemplo, um ator defraudado do uso de um braço. Ele pode, por um milagre de artifício, dissimular o defeito aos olhos da platéia; mas era melhor dispor dos dois. O mesmo se dá com as idéias; pode-se, com violência, abafá-las, escondê-las até à morte; mas nem essa habilidade é comum, nem tão constante esforço conviria ao exercício da vida. (...)
- Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inépcia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício.(...) As idéias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as sofreemos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extramemente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto.
- Creio que assim seja; mas um tal obstáculo é invencível.
- Não é; há um meio; é lançar mão de um regime debilitante, ler compêndios de retórica, ouvir certos discursos, etc. O voltarete, o dominó e o whist são remédios aprovados. O whist tem até a rara vantagem de acostumar ao silêncio, que é a forma mais acentuada de circunspecção. Não digo o mesmo da natação, da equitação e da ginática, emboras elas façam repousar o cérebro; mas por isso mesmo que o façam repousar restituem-lhe as forças e a atividade perdidas. O bilhar é excelente. (...) é porque as estatísticas mais escrupulosas mostram que três quartas partes dos habituados do taco partilham as opiniões do mesmo taco. (...) Não trato do vocabulário, porque ele está subentendido no uso das idéias; há de ser naturalmente simples, tíbio, apoucado, sem notas vermelhas, sem cores de clarim...
- Isto é o diabo! Não poder adornar o estilo, de quando em quando...
- Podes; podes empregar umas quantas figuras expressivas (...) Sentenças latinas, ditos históricos, versos célebres, brocardos jurídicos, máximas, é de bom aviso trazê-los contigo para os discursos de sobremesas, de felicitação, ou de agradecimento. (...) Melhor (...) são as frases feitas, as locuções covencionais, as formulas consagradas pelos anos, incrustadas na memória individual e pública. Essas fórmulas têm a vantagem de não obrigar os outros a um esforço inútil. (...) Tu poupas aos teus semelhantes todo esse imenso aranzel, tu dizes simplesmente: Antes das leis, reformemos os costumes! E esta frase sintética (...) entra pelos espíritos como um jorro súbito de sol. (...)
- Não te falei ainda dos benefícios da publicidade.(...) Que D.Quixote solicite os favores dela mediante ações heróicas ou custosas é um sestro próprio desse ilustre lunático. O verdadeiro medalhão tem outra política. Longe de inventar um Tratado cientifico da criação dos carneiros, compra um carneiro e dá-o aos amigos sob a forma de um jantar, cuja notícia não pode ser indiferente aos seus concidadãos. Uma notícia traz outra; cinco, dez, vinte vezes põe o teu nome ante os olhos do mundo. (...) Os sucessos de certa ordem, embora de pouca monta, podem ser trazidos a lume (...) Se caíres de um carro, sem outro dano, além do susto, é útil mandá-lo dizer aos quatro ventos, não pelo fato em si, que é insignificante, mas pelo efeito de recordar um nome caro às afeições gerais. Percebeste?(...)
- Digo-lhe que o que vosmecê me ensina não é nada fácil.
- É difícil, come tempo, muito tempo, leva anos, paciência, trabalho, e felizes os que chegam a entrar na terra prometida! Os que lá não penetram engole-os a obscuridade. Mas os que triunfam! E tu triunfarás crê-me. Verás cair as muralhas de Jericó ao som das trompas sagradas. Só então poderás dizer que estás fixado. Começa nesse dia a tua fase de ornamento indispensável, de figura obrigada, de rótulo. Acabou-se as necessidade de farejar ocasiões, comissões, irmandades; elas virão ter contigo, com o seu ar pesadão e cru de substantivos desajectivados, e tu serás o adjectivo dessas orações opacas, o odorífero das flores, o anilado dos céus, o prestimoso dos cidadãos, o noticioso e suculento dos relatórios. E ser isso é o principal, porque o adjectivo é a alma do idioma, a sua porção idealista e metafísica. O substantivo é a realidade nua e crua, é o naturalismo do vocabulário. [sobre a política] Podes pertencer a qualquer partido liberal ou conservador, republicano ou ultramontano, com a cláusula única de não ligar nenhuma idéia especial a esses vocábulos, e reconhecer-lhes somente a utilidade do scibboleth bíblico. (...) Quanto à matéria dos discursos, tens à escolha: - ou os negócios miúdos, ou a metafísica política, mas prefere a metafísica. (...) Supõe que desejas saber por que motivo a 7ª companhia de infantaria foi transferida de Uruguaiana para Canguçu; serás ouvido tão-somente pelo ministro da guerra, que te explicará em dez minutos as razões desse ato. (...) Um discurso de metafísica política apaixona naturalmente os partidos e o público, chama os apartes e as respostas. E depois não obriga a pensar e descobrir. Nesse ramo dos conhecimentos humenos tudos está achado, formulado, rotulado, encaixotado; é só prover os alforjes da memória. (...) "Filosofia da história", por exemplo, é uma locução que deves empregar com freqüência, mas proíbo-te de chegares a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade, etc., etc.
- Também ao riso?
- Como ao riso?
- Ficar sério, muito sério...
- Conforme. (...) podes brincar e rir de alguma vez. Medalhão não quer dizer melancólico.(...)
- Somente não deves empregar a ironia, esse movimento ao canto da boca, cheio de mistérios, inventado por algum grego da decadência, contraído por Luciano, transmitido a Swift e Voltaire, feição própria dos cépticos e desabusados. Não. Usa a chalaça, a nossa boa chalaça amiga, gorducha, redonda, franca, sem biocos, nem véus, que se mete pela cara dos outros, estala como uma palmada, faz pular o sangue nas veias, e arrebentar de riso os suspensórios. Usa a chalaça. (...) Entras nos teus vinte e dois anos, meu peralta; estás definitivamente maior. Vamos dormir, que é tarde. Rumina bem o que te disse, meu filho. Guardadas as proporções, a conversa desta noite vale o Príncipe de Machiavelli. Vamos dormir."

Machado de Assis
em Um Homem Célebre
Antologia de contos
Curso Breve de Literatura Brasileira
Livros Cotovia
[14:19]  
 insurgência por #jmmtc#  
quinta-feira, 29 set 2005 
cerra os dentes
esgana a tua raiva
e no alvorecer sombrio que se entorna
espera apenas o dia anoitecer
[10:29]  
 insurgência por #jmmtc#  
terça-feira, 27 set 2005 
“Não faças chorar uma mulher..."
[14:33]  
 insurgência por #jmmtc#  
segunda-feira, 19 set 2005 
Onde estão os Pais?
1º Dia de Aulas - 1º Ano: Os pais são convidados a estarem presentes; 18 alunos; 17 mães, uma tia e 2 pais.

Será assim pelo país fora? Será assim pela vida toda?
[14:00]  
 insurgência por #jmmtc#  
sábado, 10 set 2005 
Embustíveis: Combinação de combustível com embuste
Petróleo acumula descida superior a 5% na semana

Gasolina sobe 2 cêntimos - Galp e BP voltam a aumentar preços dos combustíveis

Gasolina s/ chumbo 95 em 02-Agosto-2005: 1.214 €
Gasolina s/ chumbo 95 em 09-Setembro-2005: 1.299 €

Evolução do preço do petróleo no último mês

O Preço do petróleo está ao mesmo nível de há um mês atrás, a gasolina esta 7% mais cara!

É tudo uma questão de liberalização, deixar o Mercado, esse grande e majestoso ente invisível, funcionar!
[11:10]  
 insurgência por #jmmtc#  
Portugal apagou-se (I)
Não tenhamos dúvida, Portugal apagou-se, e estes que somos, que estamos, que vamos andando aqui não somos já Portugal mas sim outros olhando outros e todos olhando o nada que somos; o nada que temos, o nada que aspiramos depois do nada que nos dão, o nada que fazemos, o nada que nos tiram todos os dias do nada que sobra, o nada dos outros que invejamos ser o nosso nada, o nosso nada, vazio, imóvel, silencioso, bruto, pobre, ganancioso, inerte, ignorante, estúpido, arrogante, mentiroso, corrupto e outros nomes sem conta que tudo contam para o nada. Portugal apagou-se. Apagou-se num verão incendiário, que todos sabiam ir acontecer, que todos esperavam, mas Portugal apagou-se! Apagou-se voluntariamente, antes e depois, primeiro porque nada fez e depois porque nada aconteceu, ninguém para assumir a sua parte da culpa, nem um governante, autarca, governador, responsável/director/presidente de um desses parques ou matas ardidos, ninguém se chegou à frente para assumir o que não fez, o que não organizou, o que não geriu. Portugal apagou-se. Apagou-se nos absurdos dizeres e contradições de governadores civis que mais não querem do que salvar o seu rabinho. Apagou-se porque não há nem um jornalista que tenha a decência de ir perguntar ao senhor fantástico porque decidiu gastar, e ao senhor sonsinho porque concordou, e a este (que ainda não tem o seu nome feito) porque não desfez o negócio, na compra destes formidáveis aparelhos anti-incêndios florestais. Porque um país que faz isto, mas onde num ano arde 3% da sua área, só pode ser um país apagado, apagado pela miséria do seu povo que assim consente ser dirigido, governado, roubado, pela mente corrupta de alguns e pelas mãos avaras de outros. Apagou-se, e mais se apagará, se não se investigar os contornos e os caminhos de toda esta madeira queimada que agora alguém deitará a mão, e mais ainda se não se investigar dos cento e poucos suspeitos que forma detidos, quais têm ligações a estes caminhos, e de todas estas áreas ardidas quantas agora serão colocadas nas mãos de outros, fora das zonas florestais demarcadas ou das zonas rurais, prontas a servirem de pasto aos interesses urbanisticos e particulares de alguns, tudo feito no escuro privado dos gabinetes ministeriais e camarários. Será assim, tudo feito em silêncio, durante o frio invernoso, pois a época cessou cessando por decreto o seu conceito, fechou portas o fogo. E Portugal, apagou-se.
[01:58]  
 insurgência por #jmmtc#  
De regresso de uns longos dias apagados!
[01:53]  
 insurgência por #jmmtc#  
domingo, 31 jul 2005 
"Summer come and the days grew long..."
[11:26]  
 insurgência por #jmmtc#  
sexta-feira, 29 jul 2005 
Prioridades no Combate

Atentados em Londres provocaram 56 mortos

Chuvas das monções fizeram pelo menos 730 mortos na Índia

[11:53]  
 insurgência por #jmmtc#  
quarta-feira, 27 jul 2005 
Mas afinal temos água ou não!?

No público "Portugal vai analisar cedência de água do Alqueva a Espanha"

Eu até concordo! entre a agricultura e os campos de golfe, prefiro que se gaste com a primeira!

[18:16]  
 insurgência por #jmmtc#  
O filme em que andamos metidos!

Para ver e ler em "o fim da democracia"; a não perder!

(via Aviz)

[14:17]  
 insurgência por #jmmtc#  
terça-feira, 26 jul 2005 
Bom Dia!
leah
[00:46]  
 insurgência por #jmmtc#  
segunda-feira, 25 jul 2005 
"Una casita" e um "...pingüino en la selva lacandona II."
"La lucha zapatista es una champita, una casita más, tal vez la más humilde y sencilla entre las que se levantan, con idénticos o mayores penurias y esfuerzos, en esta calle que se llama "México", Quienes habitamos en esa casita, nos identificamos en la banda que puebla todo el barrio bajo que se llama "Latinoamérica", y aspiramos a algo aportar en hacer habitable la gran ciudad que se llama "Mundo". Si esto está mal, adjudíquenlo a todos esos hombres y mujeres que, luchando en sus casas, barrios, ciudades, es decir, en sus mundos, tomaron un lugar entre nosotros. No arriba, no abajo, sino con nosotros."

Desde las montañas del Sureste Mexicano.
Subcomandante Insurgente Marcos
México, Julio del 2005.


Ler aqui: UN PINGÜINO EN LA SELVA LACANDONA. II/II
[23:25]  
 insurgência por #jmmtc#  
Apartheid?
Jovem, inteligente, com nível estudos universitário, radical, e outras qualidades infindáveis, e branco; comenta e remata conversa sobre a inexistência do mencionado arrastão: "faço minhas as palavras de um amigo meu: «agora só vou a praias para onde não haja transporte público»" e explica: "como eles não têm carros, só vou a praias sem acesso de transportes públicos".

A conversa, durante o almoço, acabou ali, e eram 7 pessoas à mesa.
[23:17]  
 insurgência por #jmmtc#  
sábado, 23 jul 2005 
Boa Noite!
"Depois de horas sentado aqui, a única mesa que ainda recebe o sol é a minha.
No meio desta vida, uma selva selvagem. Este rio, o prazer de apoiar os cotovelos na madeira, erguer um copo de vidro com o dourado da cerveja apontado ao porvir. Pra que envelhecer tanto e apenas descobrir toda a luta, e apenas isto importa? Aos trinta e cinco do primeiro tempo você descobre que a vida não é tão longa assim, e segurar essa onda tão pesada com apenas uma mão..., é ridículo dizer, mas boa parte do que há é sonho (sonho) e não sei nem nunca soube amar. Talvez eu sequer tenha escrito essa palavra. Vejo a espuma tão clara escurecer e, de repente, nem mais existe. Parece a vida, isto.
O colarinho branco some e todo o resto perde em interesse. Penso então no único poema que escrevi pra ela, e o repito aqui. Nesta mesa. Agora:

Esta praia permanecerá vazia
para muitas manhãs cor de ardósia
cujas linhas a espuma apaga,
continuamente, com sua esponja
E alguém surgirá, vindo
da casa ainda adormecida,
um copo de café aquecendo sua palma
estendida, assim como um dia meu corpo
aqueceu o seu


Sofrer é pura perda de tempo. E talvez nem seja tempo de insistir mais.

Os dois garçons se entreolham e disparam pro meu lado, braços numa tentativa desesperada de contenção, enquanto o cano frio da pistola que tiro da mochila me toca o céu da boca. O estampido desperta uma revoada de garças sumindo da superfície do rio sumindo no céu sumindo."


Joca Reiners Terron, Curva de Rio Sujo, Editora Palavra (sem página web!)
[22:14]  
 insurgência por #jmmtc#  
Apelo desde já à entrega das armas, srs. agentes!
Segunda-feira cesso as minhas funções: não colocarei os pés no trabalho. Tenho a garantia do Sr. Secretário José: aqui ...

oh! não! é só para a polícia! Eu sabia que havia uma razão para ter ingressado na força, mas os meus 50 kg falaram mais alto! Sempre gostava de ver, algumas centenas de agentes a serem entregues à justiça! Quem o ouviu! e agora quem o desliga?
[20:23]  
 insurgência por #jmmtc#  
"Desde las montañas del Sureste Mexicano"
Algo no méxico começa a mexer?

"La Sexta".

Como vai ser?

E os perigos, os avisos:

"Vamos a salir. Vamos a salir, y más vale irse haciendo a la idea. Vamos a salir y, creo, sólo hay 4 formas de detenernos.

Una es con un ataque preventivo, tan de moda en esta etapa neoliberal. Los pasos predecibles son: acusaciones de ligas con el narcotráfico o, en general, con el crimen organizado; invocaciones al estado de derecho y pamplinas por el estilo; una campaña mediática intensa; un ataque doble (contra las comunidades y contra la Comandancia General); control de daños (es decir reparto de dinero, concesiones y privilegios entre los "voceros de la opinión pública"); las autoridades llaman a tomar las cosas con calma; los políticos declaran que lo más importante es que el proceso electoral transcurra en paz y con tranquilidad social; después de un breve impasse, los candidatos reanudan sus campañas.

Otra es tomarnos presos en el momento de salir, o en el transcurso de "la otra campaña". ¿Los pasos? Reuniones clandestinas entre las dirigencias del PRI, PAN y PRD para hacer acuerdos (como en 2001, cuando la contrarreforma indígena); la Cocopa declara que el diálogo está roto; el Congreso vota la anulación de la Ley para el Diálogo; la PGR activa las órdenes de aprehensión; un comando de la AFI, con apoyo del ejército federal, toma prisioneros a los delegados zapatistas; simultáneamente, el ejército federal copa las comunidades indígenas rebeldes "para prevenir el desorden y mantener la paz y la estabilidad nacionales"; control de daños, etcétera.

Otra es matarnos. Etapas: se contrata a un sicario; se monta una provocación; se comete el crimen; las autoridades lamentan el hecho y ofrecen investigar "hasta las últimas consecuencias y caiga quien caiga". Otra alternativa: "un lamentable accidente provocó la muerte de la delegación zapatista que se encontraba en trayecto hacia bla, bla, bla". En ambas: control de daños, etcétera.

Otra es desaparecernos. Me refiero a una desaparición forzada, como la que se aplicó a cientos de opositores políticos en la etapa de "estabilidad" priísta. Ésta podría ser así: no aparecen los delegados zapatistas; la última vez que se les vio fue cuando bla, bla, bla; las autoridades ofrecen investigar; se aventura la hipótesis de un problema pasional; las autoridades declaran que investigan todas las pistas y que no se descarta que la delegación zapatista haya aprovechado la salida para huir, con una cantidad de pozol agrio, a un paraíso fiscal; la INTERPOL investiga en las Islas Caimán; control de daños, etcétera.

Éstos son los peligros iniciales con los que topa la Sexta. Para enfrentar esas posibilidades es que nos hemos preparado muchos años; es por eso que la Alerta Roja de las tropas insurgentes no se ha levantado, sólo la de los pueblos; y es por eso que uno de los comunicados señalaba que el EZLN puede perder, por cárcel, muerte o desaparición forzada, a parte o a la totalidad de su dirección conocida públicamente, y seguir luchando."


Ler aqui:
Comienzan los trabajos para la Sexta Declaración
Más sobre la Sexta Declaración
Un pingüino en la selva lacandona. I/II
[19:27]  
 insurgência por #jmmtc#  
Tá quase decidido:

O insurgente táqui tá a mudar de poiso...! Há gente que estraga sempre as obras de um gajo!

[13:01]  
 insurgência por #jmmtc#  
O Insurgente entrou em obras... à falta de melhor!

...mas não de santa engrácia.

[12:50]  
 insurgência por #jmmtc#  
Desmentido: a ABRUTA não está no Nepal.

Pronto, está feito. Aguardemos por July, 25.

[10:41]  
 insurgência por #jmmtc#  
sábado, 16 jul 2005 
México: O Fim do Alerta
EZLN levanta alerta roja y anuncia cambios
[01:12]  
 insurgência por #jmmtc#  
Sexta Declaración de la Selva Lacandona
Transcrevo em baixo a declaração:
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Sexta Declaración de la Selva Lacandona (III)

EZLN / Cartas y comunicados del EZLN
Fecha: 30 Jun 2005 - 06:06 PM
Tercera parte de la Sexta Declaración de la Selva Lacandona, en donde los zapatistas dicen que quieren hacer y cómo lo van a hacer.

EJERCITO ZAPATISTA DE LIBERACIÓN NACIONAL.
MÉXICO.

(SEXTA DECLARACIÓN DE LA SELVA LACANDONA)

V.- DE LO QUE QUEREMOS HACER.


Bueno, pues ahora les vamos a decir lo que queremos hacer en el mundo y en México, porque no podemos ver todo lo que pasa en nuestro planeta y quedarnos nomás callados, como si sólo nosotros estamos donde estamos.

Pues en el mundo lo que queremos es decirle a todos los que resisten y luchan con sus modos y en sus países, que no están solos, que nosotros los zapatistas, aunque somos muy pequeños, los apoyamos y vamos a ver el modo de ayudarlos en sus luchas y de hablar con ustedes para aprender, porque de por sí lo que hemos aprendido es a aprender.

Y queremos decirle a los pueblos latinoamericanos que es para nosotros un orgullo ser una parte de ustedes, aunque sea pequeña. Que bien que nos acordamos cuando hace años también se iluminaba el continente y una luz se llamaba Che Guevara, como antes se llamó Bolívar, porque a veces los pueblos agarran un nombre para decir que agarran una bandera.

Y queremos decirle al pueblo de Cuba, que ya lleva muchos años resistiendo en su camino, que no está solo y que no estamos de acuerdo con el bloqueo que les hacen y que vamos a ver el modo de mandarles algo, aunque sea maíz, para su resistencia. Y queremos decirle al pueblo norteamericano, que nosotros no revolvemos y sabemos que una cosa son los malos gobiernos que tienen y que pasan a perjudicar a todo el mundo, y otra muy diferente los norteamericanos que luchan en su país y se solidarizan con las luchas de otros pueblos. Y queremos decirle a los hermanos y hermanas Mapuche, en Chile, que vemos y aprendemos de sus luchas. Y a los venezolanos que bien que miramos cómo defienden su soberanía o sea el derecho de su Nación a decidir para dónde va. Y a los hermanos y hermanas indígenas del Ecuador y Bolivia les decimos que nos están dando una buena lección de historia a toda Latinoamérica porque ahora sí que le están poniendo un alto a la globalización neoliberal. Y a los piqueteros y a los jóvenes de Argentina les queremos decir eso, que los queremos. Y a los que en Uruguay se quieren un mejor país que los admiramos. Y a los que están sin tierra en Brasil que los respetamos. Y a todos los jóvenes de Latinoamérica que está bueno lo que están haciendo y que nos da una gran esperanza.

Y queremos decirles a los hermanos y hermanas de la Europa Social, o sea la que es digna y rebelde, que no están solos. Que nos alegran mucho sus grandes movimientos contra las guerras neoliberalistas. Que miramos con atención sus formas de organización y sus modos de luchar para que tal vez algo aprendemos. Que estamos viendo el modo de apoyarlos en sus luchas y que no les vamos a mandar euros porque luego se devalúan por lo del relajo de la Unión Europea, pero tal vez les vamos a mandar artesanías y café para que lo comercializan y algo se ayudan en sus trabajos para la lucha. Y tal vez también les mandamos pozol que da mucha fuerza en la resistencia, pero quien sabe si les mandamos porque el pozol es más bien de nuestro modo y qué tal que les perjudica la panza y se debilitan sus luchas y los derrotan los neoliberalistas.

Y queremos decirles a los hermanos y hermanas de África, Asia y Oceanía que sabemos que también se están luchando y que queremos conocer más de sus ideas y sus prácticas.

Y queremos decirle al mundo que lo queremos hacer grande, tan grande que quepan todos los mundos que resisten porque los quieren destruir los neoliberalistas y porque no se dejan así nomás sino que luchan por la humanidad.

Bueno, pues en México lo que queremos hacer es un acuerdo con personas y organizaciones mero de izquierda, porque pensamos que es en la izquierda política donde mero está la idea de resistirse contra la globalización neoliberal, y de hacer un país donde haya, para todos, justicia, democracia y libertad. No como ahorita que sólo hay justicia para los ricos, sólo hay libertad para sus grandes negocios y sólo hay democracia para pintar las bardas con propaganda electoral. Y porque nosotros pensamos que sólo de la izquierda puede salir un plan de lucha para que nuestra Patria, que es México, no se muere.

Y entonces, lo que pensamos es que, con estas personas y organizaciones de izquierda, hacemos un plan para ir a todas las partes de México donde hay gente humilde y sencilla como nosotros.

Y no es que vamos a decirles qué deben hacer o sea a darles orden.

Tampoco es que vamos a pedirles que voten por un candidato, que ya sabemos que los que hay son neoliberalistas.

Tampoco es que les vamos a decir que hagan igual a nosotros, ni que se levanten en armas.

Lo que vamos a hacer es preguntarles cómo es su vida, su lucha, su pensamiento de cómo está nuestro país y de cómo hacemos para que no nos derroten.

Lo que vamos a hacer es tomar su pensamiento de la gente sencilla y humilde y tal vez encontramos en ella el mismo amor que sentimos nosotros por nuestra patria.

Y tal vez encontramos un acuerdo entre los que somos sencillos y humildes y, juntos, nos organizamos en todo el país y ponemos de acuerdo nuestras luchas que ahorita están solas, apartadas unas de otras, y encontramos algo así como un programa que tenga lo que queremos todos, y un plan de cómo vamos a conseguir que ese programa, que se llama "programa nacional de lucha", se cumpla.

Y entonces, según el acuerdo de la mayoría de esa gente que vamos a escuchar, pues hacemos una lucha con todos, con indígenas, obreros, campesinos, estudiantes, maestros, empleados, mujeres, niños, ancianos, hombres, y con todo aquel que tenga bueno su corazón y tenga la gana de luchar para que no se acabe de destruir y vender nuestra patria que se llama "México" y que viene quedando entre el río Bravo y el río Suchiate, y de un lado tiene el océano pacífico y del otro el océano atlántico.

VI.- DE COMO LO VAMOS A HACER.


Y entonces ésta es nuestra palabra sencilla que va dirigida a la gente humilde y simple de México y el mundo, y a ésta nuestra palabra de ahora la llamamos:

Sexta Declaración de la Selva Lacandona.


Y aquí estamos para decir, con nuestra palabra sencilla, que...

El EZLN mantiene su compromiso de cese al fuego ofensivo y no hará ataque alguno contra fuerzas gubernamentales ni movimientos militares ofensivos.

El EZLN mantiene todavía su compromiso de insistir en la vía de la lucha política con esta iniciativa pacífica que ahora hacemos. Por lo tanto, el EZLN seguirá en su pensamiento de no hacer ningún tipo de relación secreta con organizaciones político-militares nacionales o de otros países.

El EZLN refrenda su compromiso de defender, apoyar y obedecer a las comunidades indígenas zapatistas que lo forman y son su mando supremo, y, sin interferir en sus procesos democráticos internos y en la medida de sus posibilidades, contribuir al fortalecimiento de su autonomía, buen gobierno y mejora de sus condiciones de vida. O sea que lo que vamos a hacer en México y el mundo, lo vamos a hacer sin armas, con un movimiento civil y pacífico, y sin descuidar ni dejar de apoyar a nuestras comunidades.

Por lo tanto...

En el mundo...


1.- Haremos más relaciones de respeto y apoyos mutuos con personas y organizaciones que resisten y luchan contra el neoliberalismo y la humanidad.

2.- En la medida de nuestras posibilidades mandaremos apoyos materiales como alimentos artesanías para los hermanos y hermanas que luchan en todo el mundo.

Para empezar, vamos a pedir prestado a la Junta de Buen Gobierno de La Realidad, el Camión que se llama "Chompiras" y le caben parece que 8 toneladas, y lo vamos a llenar de maíz y tal vez dos tambos de 200 litros cada uno con gasolina o petróleo, según qué les conviene, y los vamos a entregar en la embajada de Cuba en México para que lo mandan en su pueblo cubano como un apoyo de los zapatistas para su resistencia contra el bloqueo norteamericano. O tal vez hay un lugar más acá para entregar porque siempre está retirado hasta la Ciudad de México y qué tal que se descompone el "Chompiras" y vamos a quedar mal. Y eso pues hasta que sale la cosecha que ahorita está verdeando en la milpa y si no nos atacan, porque si mandamos en estos meses que vienen pues puro elote mandamos y no llega bien ni en tamales, mejor en noviembre o diciembre, según.

Y también vamos a hacer acuerdo con las cooperativas de mujeres de las artesanías para mandar un buen tanto de bordados a las Europas que tal vez ya no son Unión, y también tal vez mandamos café orgánico de las cooperativas zapatistas, para que lo vendan y saquen un poco de paga para su lucha. Y si no se vende pues siempre pueden echar un cafecito y platicar de la lucha antineoliberal, y si hace un poco de frío pues se tapan con los bordados zapatistas que sí resisten bien hasta los lavados a mano y piedra y, además, no despintan.

Y a los hermanos y hermanas indígenas de Bolivia y Ecuador también les vamos a mandar un poco de maíz no-transgénico y nomás que no sabemos donde mero entregar para que llegue cabal pero sí estamos dispuestos para dar esta pequeña ayuda.

3.- Y a todos y todas que resisten en todo el mundo les decimos que hay que hacer otros encuentros intercontinentales, aunque sea otro uno. Tal vez diciembre de este año o enero próximo, hay que pensar. No queremos decir mero cuándo, porque se trata de que hacemos acuerdo parejo en todo, de dónde, de cuando, de cómo, de quién. Pero que no sea de templete donde unos pocos hablan y todos los demás escuchan, sino que sin templete, puro plano y todos hablan, pero en orden porque si no pues pura bulla y no se entiende la palabra, y con buena organización todos escuchan, y así apuntan en sus cuadernos las palabras de resistencia de otros para que luego cada quien lo platica a sus compañeros y compañeras en sus mundos. Y nosotros pensamos que sea en un lugar que tenga una cárcel muy grande, porque qué tal que nos reprimen y nos encarcelan, y para no estar todos amontonados sino que presos pero, eso sí, bien organizados, y ahí en la cárcel le seguimos el encuentro intercontinental por la humanidad y contra el neoliberalismo. Entonces ahí luego les decimos cómo hacemos para ponernos de acuerdo en cómo nos vamos a poner de acuerdo. Bueno pues así es como pensamos hacer lo que queremos hacer en el mundo. Ahora sigue...

En México...


1.- Vamos a seguir luchando por los pueblos indios de México, pero ya no sólo por ellos ni sólo con ellos, sino que por todos los explotados y desposeídos de México, con todos ellos y en todo el país. Y cuando decimos que todos los explotados de México también estamos hablando de los hermanos y hermanas que se han tenido que ir a Estados Unidos a buscar trabajo para poder sobrevivir.

2.- Vamos a ir a escuchar y hablar directamente, sin intermediarios ni mediaciones, con la gente sencilla y humilde del pueblo mexicano y, según lo que vamos escuchando y aprendiendo, vamos a ir construyendo, junto con esa gente que es como nosotros, humilde y sencilla, un programa nacional de lucha, pero un programa que sea claramente de izquierda o sea anticapitalista o sea antineoliberal, o sea por la justicia, la democracia y la libertad para el pueblo mexicano.

3.- Vamos a tratar de construir o reconstruir otra forma de hacer política, una que otra vuelta tenga el espíritu de servir a los demás, sin intereses materiales, con sacrificio, con dedicación, con honestidad, que cumpla la palabra, que la única paga sea la satisfacción del deber cumplido, o sea como antes hacían los militantes de izquierda que no paraban ni con golpes, cárcel o muerte, mucho menos con billetes de dólar.

4.- También vamos a ir viendo de levantar; una lucha para demandar que hacemos una nueva Constitución o sea nuevas leyes que tomen en cuenta las demandas del pueblo mexicano como son: techo, tierra, trabajo, alimento, salud, educación, información, cultura, independencia, democracia, justicia, libertad y paz. Una nueva Constitución que reconozca los derechos y libertades del pueblo, y defienda al débil frente al poderoso.

PARA ESTO....

El EZLN enviará una delegación de su dirección para hacer este trabajo en todo el territorio nacional y por tiempo indefinido. Esta delegación zapatista, junto con las organizaciones y personas de izquierda que se sumen a esta Sexta Declaración de la Selva Lacandona, irá a los lugares a donde nos inviten expresamente.

También avisamos que el EZLN establecerá una política de alianzas con organizaciones y movimientos no electorales que se definan, en teoría y práctica, como de izquierda, de acuerdo a las siguientes condiciones:

No a hacer acuerdos arriba para imponer abajo, sino a hacer acuerdos para ir juntos a escuchar y a organizar la indignación; no a levantar movimientos que sean después negociados a espaldas de quienes los hacen, sino a tomar en cuenta siempre la opinión de quienes participan; no a buscar regalitos, posiciones, ventajas, puestos públicos, del Poder o de quien aspira a él, sino a ir más lejos de los calendarios electorales; no a tratar de resolver desde arriba los problemas de nuestra Nación, sino a construir DESDE ABAJO Y POR ABAJO una alternativa a la destrucción neoliberal, una alternativa de izquierda para México.

Sí al respeto recíproco a la autonomía e independencia de organizaciones, a sus formas de lucha, a su modo de organizarse, a sus procesos internos de toma de decisiones, a sus representaciones legítimas, a sus aspiraciones y demandas; y sí a un compromiso claro de defensa conjunta y coordinada de la soberanía nacional, con la oposición intransigente a los intentos de privatización de la energía eléctrica, el petróleo, el agua y los recursos naturales.

O sea que, como quien dice, invitamos a las organizaciones políticas y sociales de izquierda que no tengan registro, y a las personas que se reivindiquen de izquierda que no pertenezcan a los partidos políticos con registro, a reunimos en tiempo, lugar y modo que les propondremos en su oportunidad, para organizar una campaña nacional, visitando todos los rincones posibles de nuestra patria, para escuchar y organizar la palabra de nuestro pueblo. Entonces es como una campaña, pero muy otra porque no es electoral.

Hermanos y hermanas:

Ésta es nuestra palabra que declaramos:

En el mundo vamos a hermanarnos más con las luchas de resistencia contra el neoliberalismo y por la humanidad.

Y vamos a apoyar, aunque sea un poco, a esas luchas.

Y vamos, con respeto mutuo, a intercambiar experiencias, historias, ideas, sueños.

En México, vamos a caminar por todo el país, por las ruinas que ha dejado la guerra neoliberal y por las resistencias que, atrincheradas, en él florecen.

Vamos a buscar, y a encontrar, a alguien que quiera a estos suelos y a estos cielos siquiera tanto como nosotros.

Vamos a buscar, desde La Realidad hasta Tijuana, a quien quiera organizarse, luchar, construir acaso la última esperanza de que esta Nación, que lleva andando al menos desde el tiempo en que un águila se posó sobre un nopal para devorar una serpiente, no muera.

Vamos por democracia, libertad y justicia para quienes nos son negadas.

Vamos con otra política, por un programa de izquierda y por una nueva constitución.

Invitamos a los indígenas, obreros, campesinos, maestros, estudiantes, amas de casa, colonos, pequeños propietarios, pequeños comerciantes, micro empresarios, jubilados, discapacitados, religiosos y religiosas, científicos, artistas, intelectuales, jóvenes, mujeres, ancianos, homosexuales y lesbianas, niños y niñas, para que, de manera individual o colectiva participen directamente con los zapatistas en esta CAMPAÑA NACIONAL para la construcción de otra forma de hacer política, de un programa de lucha nacional y de izquierda, y por una nueva Constitución.

Y pues ésta es nuestra palabra de lo que vamos a hacer y de cómo lo vamos a hacer. Ahí lo vean si es que le quieren entrar.

Y les decimos a los hombres y mujeres que tengan bueno su pensamiento en su corazón, que estén de acuerdo con esta palabra que sacamos y que no tengan miedo, o que tengan miedo pero que lo controlen, pues que digan públicamente si están de acuerdo con esta idea que estamos declarando y pues así vamos viendo de una vez quién y cómo y en dónde y cuándo es que se hace este nuevo paso en la lucha.

Por mientras lo piensan, les decimos que, hoy, en el sexto mes del año de 2005, los hombres, mujeres, niños y ancianos del Ejército Zapatista de Liberación Nacional ya nos decidimos y ya suscribimos esta Sexta Declaración de la Selva Lacandona, y firmaron los que saben y los que no lo pusieron su huella, pero ya son menos los que no saben porque ya se avanzó la educación aquí en este territorio en rebeldía por la humanidad y contra el neoliberalismo, o sea en cielo y tierra zapatistas.

Y ésta fue nuestra sencilla palabra dirigida a los corazones nobles de la gente simple y humilde que resiste y se rebela contra las injusticias en todo el mundo.

¡DEMOCRACIA!
¡LIBERTAD!
¡JUSTICIA!

Desde las montañas del Sureste Mexicano.

Comité Clandestino Revolucionario Indígena Comandancia General del Ejército Zapatista de Liberación Nacional. México, en el mes sexto, o sea en junio, del año del 2005.
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Este artículo viene de FZLN
http://www.fzln.org.mx/

La URL de esta historia es:
http://www.fzln.org.mx/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=1446

[00:56]  
 insurgência por #jmmtc#  
sexta-feira, 15 jul 2005 
A Abruta foi para o Nepal

Foi o que ouvi dizer, e o que se ouve entra por um lado e... o resto são maus argumentos! Esperemos que volte menos abrupta.

[23:24]  
 insurgência por #jmmtc#  
Respondendo à Abruta (2)

Ó minha cara!, tem lá paciência mas vou assumir que não sou eu o alvo, pois caso contrário só posso pensar que és maluca!, e ando aqui a perder o meu tempo a ver/ler o teu blog.

[09:59]  
 insurgência por #jmmtc#  
quinta-feira, 14 jul 2005 
Respondendo à Abruta (1?)
Sobre o título do Post: Parabéns pela auto-confiança! e/ou auto-elogio; não está nada mal, denota uma, como direi, uma salutar e bem-educada imodéstia; juro que não estou a ser irónico nem satirico - é mesmo uma opinião. Sobre a destreza, humanismo, e quem deve dizer o quê e quando: anda muita gente a falar sobre o que não sabe, e muita gente calada também porque não sabe, sendo que os primeiros só ouvem os segundos e estes só percebem os primeiros. (só um aparte: na Idade Média segundo aprendi - se calhar erradamente - lá tá - ninguém formava ninguém, tirando os padres e afins, e os humanistas só apareceram depois, tirando os antigos que deram tudo para que estes últimos se tornassem espirítos lúcidos) O que penso, é que quando se quer dizer algo - mesmo uma sátira - ou se tem argumentos ou não vale a pena. Termino (por agora), porque é necessário esclarecer: no post A Educação que se dá às crianças... onde está a sátira? para mim são apenas argumentos estúpidos (como a parte do QI) e pré-conceitos particulares e subjectivos (parte do ficar "Sem Vida") ali colocados para explicar ou, como queiras, satirizar, uma "realidade que precisa de ser brutalmente enxovalhada, provocada e INJURIADA!!"; e já agora que realidade é essa, só para ver se nos compreendemos totalmente.
[23:32]  
 insurgência por #jmmtc#  
terça-feira, 12 jul 2005 
E no Zimbabwe a tirania continua

Com a complacência dos senhores da europa e seus pares africanos. Até quando?

http://www.zimbabwesituation.com

(via Blasfémias)

[01:11]  
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No México, algo sempre se está a passar...
ALERTA ROJA GENERAL

Sexta Declaración de la Selva Lacandona (III)
[00:59]  
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segunda-feira, 11 jul 2005 
Our way of life
Our way of life, o nosso modo de vida. O problema é exactamente este. O nosso modo de vida, e o que ele significa hoje, como foi construído, sobre que bases, sobre que outros modos, de que forma nos impusemos, construímos a nossa força, os nossos ideais, a nossa sociedade, os nossos poderes, de que forma obtivemos os nossos haveres, a nossa casa, os nossos direitos, a nossa Democracia, a nossa Liberdade; contínua e diariamente percorremos o nosso caminho, sem olhar para os outros que viajam ao nosso lado, que cruzámos, que abandonámos, que destruímos, que esquecemos.

A história não nasceu hoje com os atentados de Londres, nem em Madrid, nem em Nova Iorque; mas não é politicamente correcto dizer isto, depois da barbárie, principalmente quando esta é cometida contra o nosso lado; hão-de dizer que estou a tentar arrajar justificações!; sorry, mas não consigo ser deste mundo, renascido em 1 minuto e de repente, tornado ético, transparente, civilizado, bondoso, inocente, moderno, livre, democrático! Definitivamente não sou, não quero e não serei... british.
[23:54]  
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Comentários...
Em virtude da página de comentários estar literalmente a dar-me cabo da saúde, não haverá comentários disponíveis até reformulação da dita. Quem quiser insurgir-se tem sempre o email - garanto a publicação, a sério! Também pelo número de visitantes não deverei ter muito trabalho. A propósito já passei dos 500! :-)
Só mais uma palavra para agradecer o comentário solidário de Tiago Mendes, que em virtude desta nova situação ficará invisível; Obrigado, de facto há algo não muito compreensível na nossa amiga, mas lá continuarei a ir, dar uma olhadela... comentar é que será mais difícil.
[23:39]  
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sábado, 2 jul 2005 
Daqui a 20 anos haverá mais um aid qualquer, ao vivo, claro!
Milhares entretêm-se a cantar, mãos para o céu, sorrisos estampados..., milhões entretêm-se a ver..., depois hão-se beber o sua coca-cola, o seu hamburguer, e sonhar com o seu novo telemóvel last generation, com a consciência de dever cumprido e de alma limpa. Hipocrisia?, minha?
[16:58]  
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segunda-feira, 20 jun 2005 
Banha da Cobra
Como é que alguém com a envergadura que lhe atribuem me faz sempre lembrar um vendedor de banha da cobra? De quem estou a falar? Do sr. ex-comissário Vitorino. Calhou apanhar o seu comentário, falava da europa, dos fundos, dos resultados para portugal..., à sua frente uma extasiada jornalista - tal qual burro a olhar para o palácio - às tantas já não o ouvia, já não conseguia discernir o som de qualquer palavra saída daquela boca sorridente a cheirar (certamente) a colgate, apenas uma ideia se formou: a de um gordo e anafado merceeiro dos tempos da minha infância que quando vendia pão, o que traziamos no saco era metade pão metade perdigotos de os contar, com a unha comprida do mindinho, sebenta como sei lá!, e o lápis atrás da orelha pronto a ser lambido antes de ser usado para muitos fins. De repente acordei, dei conta de mim, sorri, e desliguei.
[22:37]  
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domingo, 19 jun 2005 
Poesia "que parece não falar acerca de nada"
Há quem considere que é assim a poesia de Eugénio de Andrade. Eu acho que não.

Rapariga Descalça

Chove. Uma rapariga desce a rua.
Os seus pés descalços são formosos.
São formosos e leves: o corpo alto
parte dali, e nunca se desprende.

A chuva em abril tem o sabor do sol:
cada gota recente canta na folhagem.
O dia é um jogo inocente de luzes,
de crianças ou beijos, de fragatas.

Uma gaivota passa nos meus olhos.
E a rapariga - os seus formosos pés -
canta, corre, voa, é brisa, ao ver
o mar tão próximo e tão branco.

Eugénio de Andrade
[20:47]  
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quarta-feira, 15 jun 2005 
De pé, ó vítimas da fome!...
[22:23]  
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segunda-feira, 13 jun 2005 
Até Sempre, Camaradas!
Deve haver um lugar onde um braço
e outro braço sejam mais do que dois braços,
um ardor de folhas mordidas pela chuva,
a manhã perto nem que seja de rastos.


Eugénio de Andrade
[23:59]  
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domingo, 12 jun 2005 
Vasco Amigo, o Povo está contigo!
Já não está, na varanda aonde era hábito ver a passar o 1º Maio; desde quando deixou de estar? Não sei. Pois há muito que não passo. Não mais lá fui. Irei ainda? É bem provável que não. Talvez fosse Amigo do Povo mas o Povo não esteve com ele. Preferiu outros amigos, mais limpos, menos vermelhos; esses mesmos que o trouxeram aqui. Aqui a este lugar aonde estamos todos com a merda a cair-nos em cima, de cima: merda, mais limpa - disseram, mas sempre a mesma merda fedorenta desses amigos outros.
[12:25]  
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Cheira a mofo
Cheira a mofo, a bafio, e a vela de igreja: o blasfémias. Por isso ele próprio tem a honra de inaugurar (demasiado protagonismo?) uma nova coluna ali à direita (a sua). Há que separar as águas, entre os bons, os melhores e os outros; não podemos querer parecer ser todos iguais.
[11:58]  
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sexta-feira, 10 jun 2005 
Apresentem-se, por favor, aqueles que hoje sentem ser o seu dia, e que sincera e naturalmente abriram a janela para um país que sentem como seu e olharam para o vizinho com o gosto de ambos serem iguais e pertencentes a uma grande comunidade. Apresentem-se que eu retiro-me!
[10:23]  
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terça-feira, 31 mai 2005 
Estou de volta!

Alguém ouviu?

[22:25]  
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sexta-feira, 20 mai 2005 
Olha quem fala!

Na antena 1 o Mestre do comentário Carlos Magno: "os políticos deveriam pensar no que dizem e não só dizer o que pensam".

[11:26]  
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terça-feira, 10 mai 2005 
Escolas ou Internatos?
Diz Vital Moreira neste seu artigo que "numa sociedade em que ambos os progenitores muitas vezes trabalham, a escola pode e deve ser o espaço de ocupação e de socialização das crianças enquanto os pais estão no emprego. Por isso, aliás, a medida peca por defeito, devendo ser alargada de modo a reter os alunos até que os pais possam buscar os filhos depois do seu horário de trabalho." e mais à frente "E há também o horário não lectivo dos professores, que não poderia ter melhor utilização do que cuidar dos alunos na escola para além das aulas."; é de facto virar o bico ao prego! É a noção da escola como depósito das crianças aquilo que Vital Moreira defende; a escola não deve ser o "espaço de ocupação e de socialização... enquanto os pais estão no emprego", mas sim um espaço de aprendizagem obrigatório, ideal, que se interiorize de forma benéfica na criança, para que esta o assuma voluntariamente como útil, sem colete de forças; deve-se ir à escola para aprender e com vontade para tal; e para ensinar existem os professores. Estes não existem para "ocupar" nem "cuidar dos alunos" para além das aulas. Como, aonde, e quem deve cuidar das crianças para lá do tempo escolar devem ser os Pais a decidir. O problema é que sob esta forma de organização da sociedade, do nosso tempo e do tempo laboral, ficam as crianças sem pais, os pais sem crianças, e o tempo, o tempo familiar, para o lazer, para a ocupação conjunta e/ou individual, para a "socialização", para o convívio, para o desporto etc. etc. fica reduzido a zero. Sem mudar toda esta amálgama de problemas, derivados de muitos sistemas errados em que vivemos, e interiorizados como positivos, não há escola que resista.
[00:50]  
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terça-feira, 3 mai 2005 
Como se faz um Presidente
A capa do DN de hoje. Como se faz "jornalismo" ou Como se ajuda a fazer um Presidente. Simplemente indecente. Está lá tudo: a foto, e 2ª parte da frase em cima.
[23:39]  
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quarta-feira, 27 abr 2005 
América Latina - Movimentos e a Esquerda Política
Excerto de um artigo de análise sobre os movimentos sociais na América Latina e a "esquerda política"; de um jornalista uruguaio que não conhecia - Raul Zibechi; chegou-me via ATTAC mas em baixo fica o link para o sitío original - para se compreender melhor o que se passa na América Latina sem o olhar ideologicamente simplista e redutor da mentalidade jornalistica/comentarista europeia.

"el mundo otro, éste que nace, no puede sino ser un mundo en guerra, en guerra social o en guerra militar en ocasiones. Las grietas en el sistema no caen del cielo, no es que un día se abrió una grieta en un lugar donde no la había; es la lucha social la que abre grietas, la que crea espacios donde nace este nuevo mundo en base a relaciones sociales distintas. Y esto me parece que es importante porque uno de los ejes de la creación de un mundo otro es la creación de comunidad, de relaciones sociales fraternas de tipo comunitario."

"el mundo otro, tal como lo manifiestan piqueteros, zapatistas, sin tierras y aymaras, nos enfrenta al tema de las diferencias. La izquierda quiere que seamos iguales a... Es lo que yo he escuchado desde que empecé a militar en partidos de izquierda hace ya más de treinta años. Yo creo que los habitantes del sótano, los excluidos, los que están creando un mundo nuevo y diferente pueden sobrevivir y luchar y resistir, solamente en la medida en que se construyen y que se mantienen como diferentes. Y esa diferencia no cabe en el capitalismo, ni en el sistema político de partidos, ni en el sistema estatal."

Para ler: La Fogata

[00:41]  
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segunda-feira, 25 abr 2005 
Sobre o passado e a memória.
«Que todos aquelles a quem o engenho e o estudo habilitam para os graves e profundos trabalhos da historia se dediquem a ella. No meio de uma nação decadente, mas rica de tradições, o mister de recordar o passado é uma especie de magistratura moral, é uma especie de sacerdocio. Exercitem-no os que podem e sabem; porque não o fazer é um crime.»

Alexandre Herculano, O Bobo - Introdução
[09:00]  
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domingo, 24 abr 2005 
A Ler
No tempo que passa um excelente post sobre a interrupção voluntária da gravidez.
[16:40]  
 insurgência por #jmmtc#  
Se tudo fosse assim tão simples.
As montanhas, os planetas, o foguetão, a nave, o astronauta e o extraterrestre.
[16:03]  
 insurgência por #jmmtc#  
A ver se isto hoje muda...
Este blog(ue?) esteve assim a modos que obrigado à mudez e à inactividade virtual pelo silenciário infantil familiar. A ver se isto hoje muda... mas pelo que já ouvi por aqui, parece que a fala não vai ser muita. A ver vamos. Afinal hoje sempre é o último dia do silêncio controlado!
[10:33]  
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quarta-feira, 13 abr 2005 
Constituição Europeia (II)
"Um não à Constituição, como parece querer, segundo sondagens recentes, a maioria dos franceses, faria correr à União um tremendo risco de desintegração. Não seria apenas uma paragem. Seria um imenso recuo..." afirma aqui Mário Soares; E então? se for preciso recuar qual o problema? Diz antes: "a construção de um modelo de desenvolvimento não excluente, com dimensão social, cultural e ecológica." foi a mira dos estados no desenvolvimento do projecto europeu; engana-se: a união inicialmente foi sempre uma união económica e sempre teve em mira um projecto de mercado, e que tendencialmente se foi desenvolvendo tendo como horizonte a construção de um mercado livre; ao mesmo tempo e para disfarçar, lá se vão colocando as fitas da "dimensão social" para enganar os caros cidadãos.

É a estratégia do "ou o Sim ou o Caos" - vai ser assim até ao referendo - o que admira (ou não!) é ver estas posições vindas de quem vem.
[22:52]  
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quinta-feira, 7 abr 2005 
Constituição Europeia (I)

A ler, este artigo de opinião: Constituição europeia, não, obrigado, hoje no Diário de Notícias; uma excelente crítica aos federalistas europeus e ao seu "Sim" à constituição como se tal se tratasse de um qualquer destino inscrito no futuro.

[14:01]  
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quarta-feira, 6 abr 2005 
Desa(conselhos)

Como é que algum político (ainda?) / comentador pode aconselhar a ler um mísero texto cheio de imprecisões e ideias feitas? Quem se dignar a ler os comentários verificará onde estão os erros do postante . O que me causa incómodo é que alguém como o peso opinativo de Pacheco Pereira lhe dê cobertura! Mas talvez apenas signifique aquilo que realmente pensa: que alguém com capacidade de pagar irs, irc, segurança social, iva etc. etc. , o não faça, e não o fazendo, ainda diga que o "Estado é ladrão". Assim vai o país sendo feito nas cabeças.

[14:20]  
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domingo, 3 abr 2005 
Quem estará a prestar atenção à televisão?
Porque razão a televisão pública ou a televisão privada estão continuamente a transmitir cerimónias religiosas católicas? Se os crentes católicos estão nas igrejas, e muito bem, pois demonstram assim a sua dor e a sua fé, quem estará a prestar atenção à televisão?

Com tal espectáculo porque que é que havemos de perder tempo a discutir os cruxifixos pendurados nas salas de aula?
[19:30]  
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sábado, 2 abr 2005 
E se o Papa não morrer?
E se o Papa não morrer? E se não morrer nas próximas horas, dias ou semanas, e durar meses neste estado de agonia, tão próprio dos doentes? Acabar-se-á a miséria mediática, que hora a hora, minuto a minuto, nos enche os olhos e os ouvidos? Os mesmos sintomas, as mesmas regras, os mesmos mecanismos jornalísticos, entre este momento e a cobertura do maremoto asiático, entre este momento e a guerra do iraque, golfo, entre este momento e a informação do caso casa pia, entre este momento e o big brother, entre este momento e todos os outros, que por uma razão ou por outra levam a capa de notícia. A notícia deixou de ser: "o Papa morreu" para passar a ser "espera-se a todo o instante a sua morte". E se não for assim? Se não morrer agora? Retirar-se-ão as câmaras, os directos, os comentários definharão até não mais do que um silêncio? O silêncio necessário para a morte em paz de mais um homem.
[12:00]  
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sábado, 26 mar 2005 
Há livros que são as pessoas
Há livros que nos levam de volta ao encanto do tempo que vivemos. Este, pertenceu ao meu avô materno, tem mais de um século. Há livros que se rodeiam das pessoas, dos seus ritmos, dos seus gestos, das suas emoções, e depois, muitos anos passados, nos vêm abrir a memória. Há livros sem nome, sem autor conhecido, que são deixados para trás, ao abandono dos olhares que nada sabem sobre os seus dias de glória. Fazia gymnástica por estas páginas, num tempo livre de ginásios. Viveu largamente até aos oitenta e muitos. Não morreu. Há livros que são as pessoas.

«A gymnástica é a sciencia racional dos movimentos e o estudo das suas relações com as nossas faculdades moraes. Consiste portanto, no exercicio de todos os orgãos do corpo, exercicio systematico e em harmonia com regras e principios determinados, e tem por fim o desenvolvimento e o equilibrio de todas as forças do organismo.»

[17:00]  
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sexta-feira, 25 mar 2005 
"The hamburger connection"
Penduraram-se na ponte os activistas da Quercus e da Greenpeace, apareceram nas notícias, o barco descarregou, o importador legal continuou o seu trabalho, os activistas desmobilizaram (será?), a notícia pairou no ar e com a chuva santa mergulhou nos esgotos da invisibilidade diária a que se remetem os radicais problemáticos. Só que o problema de fundo passa pouco pela madeira ilegal que legalmente nos chega, e os ginastas radicais só superficialmente o mencionam: "Esta desflorestação tem sido causada por quatro décadas de abate ilegal e destrutivo e de limpeza de áreas florestadas para criação de gado e agricultura." . O comérico legal de madeira abatida é um problema menor em relação ás verdadeiras causas: a pobreza do camponês pobre como a avareza do rancheiro rico que "se dedicam à agricultura de corte e queima, abatendo florestas antigas para cultivar um só produto: erva para o gado." O ganho que o agricultor pobre tira com esta prática, é porventura, o ganho da sobrevivência diária pois não lhe resta outra alternativa; mas o ganho das cadeias americanas de fast food globalizadas é incomparável. A prática alimentar ocidental e globalizada como sagrada está por detrás da desflorestação no brasil (e amazónia em geral). "The hamburger connection", silenciosa vai fazendo o seu trabalho. Só não vê quem não quer. Enquanto a procura de carne perdurar a este ritmo a destruição da floresta continuará, e as madeiras continuarão a chegar aos nossos portos.
Comunicado
Hamburger Connection Fuels Fuels Amazon Destruction
Amazonia.org
[14:16]  
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quinta-feira, 24 mar 2005 
Qual a razão ?

Qual a razão para a maioria dos serviços públicos e do sector bancário (público e privado) hoje terem usufruido de tolerância de ponto? São estes comportamentos que viram a sociedade contra o sector público e que possibilitam que aquelas frases do "não fazem nada e só têm regalias..." se façam ouvir. Assim se vão liberalizando as consciências.

[15:25]  
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terça-feira, 22 mar 2005 
STOP Bolkestein! (Quem nos anda a distrair do fundamental?)
Enquanto mais uma directiva europeia anda a ser discutida em bruxelas, onde encontrou um acérrimo defensor luso: o sr.Barroso, nós cá vamos discutindo a idade da reforma se aos 60, 65, 70 ou nunca - como se tal fosse fazer a diferença para o sucesso ou não da Segurança Social. Ataque aos direitos do trabalho, aos direitos e obrigações sociais e pricipalmemte aos sistemas de segurança social; a directiva Bolkestein pretende suprimir os "obstáculos" ao livre estabelecimento dos prestadores de serviços e à livre circulação de serviços, introduzindo o chamado "princípio do país de origem": uma empresa de um determinado país europeu pode instalar-se noutro país europeu sem que tenha que reger-se pela legislação laboral desse país, nem ser obrigada a cumprir as obrigações sociais (impostos e segurança social) que esse 2º país exige; poderá assim contratar trabalhadores de qualquer nacionalidade, operar e reger-se apenas e só pela legislação do país de origem. Maior incentivo à deslocalização de empresas para os "paraísos" onde as empresas sejam mais benefeciadas não poderia haver! Tudo em detrimento dos sistemas sociais e de solidariedade. É esta a Europa Social que se pretende construir?
A Directiva
"Stop Bolkestein"
Non à la Directive
La directiva de la UE relativa a los servicios en el mercado interior directiva Bolkestein
Rejeição do Parlamento Europeu
[00:26]  
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domingo, 20 mar 2005 
Assim não há "Choque Tecnológico" que resista

"A notícia a que está a tentar aceder tem mais de 7 dias."

A versão online da Edição Impressa do PÚBLICO apenas inclui as notícias dos últimos 7 dias.

Para consultar notícias anteriores deve tornar-se assinante do serviço PÚBLICO PLUS."

[13:56]  
 insurgência por #jmmtc#  
Artifício
Perguntam-se quem sou eu. Esta máquina não artificial não tem os dados suficientes para responder. Prefere acabrunhar-se na não resposta, insurgir-se no meio termo, não ir a jogo, pois o contrário causaria, no mínimo, um infindável rol de desconhecimentos premeditados. Uma pergunta requer sempre uma resposta? É essa a regra do seu jogo? Uma resposta tem sempre o seu contrário pois senão não valeria mais do que o vazio.
[09:54]  
 insurgência por #jmmtc#  
sexta-feira, 18 mar 2005 
Abruptamente...

..., como deve ser!, e vindo do desconhecido, o primeiro link para este blog: Abrupta de seu nome. O meu Obrigado. Ainda hoje será correspondido ali à direita ou à esquerda (conforme o olhar) na barra dos insurgentes.

[13:52]  
 insurgência por #jmmtc#  
domingo, 13 mar 2005 
Ignorância, Mentiras ou falta de Leituras (o que nos leva à primeira)?
Este homónimo (tão pouco insurgente), liga-nos a este outro visionário, tão sabichão como inculto, que por sua vez, nos traz a "agrura do estado social" em vigor na Grã-Bretanha; tem razão de facto: tem um sabor amargo, mas porquê? aqui é que a porca torce o rabo, mas a crêr no que nos é trazido, os culpados e responsáveis são os defensores do estado social e as políticas trabalhistas do pós-guerra; as razões estão no minímo distorcidas e envenadas, por ignorância ou premeditada falsidade? è o que no minímo se pode concluir quando se pretende que as políticas neoliberais de Thatcher não causaram a "tragédia" apontada. É o mito da Direita - anti-estatal - inculcada nos espirítos pouco esclarecidos (ou não!). Leia-se então o que nos diz John Gray "prestigioso pensador da Nova Direita inglesa e exerceu grande influência nas políticas de Margaret Thatcher" em "O Falso amanhecer" - "False Dawn"; do qual extraio este bocado (extenso? conseguem ler não conseguem?):

"Os que realmente acreditam no laissez-faire descobrirem que para atingir os seus objectivos era absolutamente necessário melhorar e fortalecer a máquina estatal". Esta não era uma aberração particular da Gã-Bretanha, mas sim a expressão local de um paradoxo universal. No decurso normal das coisas, os mercados tornam-se parte integrante da vida social, são circunscritos no seu funcionamento por instituições intervenientes e constrangidos por convenções sociais e por entendimentos tácitos. De entre estas instituições, os sindicatos e as associações profissionais têm sido forças fulcrais de interposição entre os indivíduos e as forças do mercado. A construção de um mercado livre requer o enfraquecimento ou a destruição destas instituições socias. Devem ser derrotadas como origem de interesses particulares que impedem a criação do consumidor universal. Somente um forte estado centralizador pode levar a cabo uma guerra contra estas poderosas instituições intermediárias. A centralização do estado britânico no período Thatcher não foi um erro político que pudesse ter sido evitado, mas sim um componente integral da engenharia do mercado livre. [...] As privatizações apareceram pela primeira vez no manifesto eleitoral dos Conservadores em 1983. A lista de empresas estatais privatizadas durante os anos seguintes de política neoliberal é longa e substancial. Em 1979, as instituições governamentais detinham a maioria ou a totalidade dos sectores do carvão, gás, electricidade, água, caminhos-de-ferro, aviação comercial, telecomunicações, energia nuclear e construção naval e detinham uma parte importante dos sectores bancário, petróleo e transportes marítimos e terrestres. Em 1997, praticamente todos estes sectores estavam nas mãos de privados. Além disso, bem mais de um milhão de inquilinos de casas municipais tinham adquirido as casas que habitavam. Em simultâneo com esta privatização dos bens do estado verificou-se uma abrangente nacionalização do governo local e das instituições intermédias. A reorganização do Serviço Nacional de Saúde, das escolas, dos antigos politécnicos e universidades, das prisões, da administração da justiça e das autoridades reguladoras das forças policiais retirou-as do controlo das autoridades locais, eleitas democraticamente, e colocou-as sob o controlo de conselhos não eleitos e de agências que somente tinham de prestar contas, quando tinham, ao governo central. Em 1995, esses conselhos empregavam mais pessoas e gastavam mais dinheiro do que o governo local. Finalmente, injectaram-se em todos os serviços públicos mecanismos de mercado: concursos públicos obrigatórios, financiamentos baseados em indicadores de desempenho e de rendibilidade e outros mecanismos semelhantes. As diferentes instituições de governo, através das quais o poder tinha, desde sempre, sido dispersado na Grã-Bretanha, foram centralizadas no estado como nuncaantes tinha ocorrido em tempo de paz. Os mecanismos de mercado, ou de simulacros de mercado, foram impostos a todas estas instituições. A «nacionalização de Grã-Bretanha» da era Thatcher ocorreu em paralelo com as mudanças impostas ao mercado de trabalho. [...] redução do poder dos sindicatos e a aproximação de um mercado de trabalho mais individualista, os quais, conjuntamente com o propósito monetarista de estabilidade de preços sem olhar aos custos económicos ou sociais, selaram o destino do legado britânico do pós-guerra. O consenso Keynes-Beveridge não só considerava o pleno emprego a mais importante pré-condição de um estado-previdência sustentável, como também impôs ao governo a obrigação de o promover. O abandono explicíto, durante a era Thatcher, da responsabilidade do governo pelo pleno emprego não só marcou uma mudança da doutrina económica de Keynes para Friedman, mas também resultou numa viragem fundamental na percepção das funções do estado. [...] A legislação laboral foi alterada, tendo por inspiração o modelo contemporâneo do mercado de trabalho norte-americano, marcado por elevados níveis de mobilidade, flexibilidade salarial e baixos custos para os empregadores. [consequências?:] um aumento explosivo do trabalho temporário e atempo certo (...) A instituição burguesa da carreira ou da vocação deixou de ser uma opção viável para um número crescente de trabalhadores. Um número significativo de trabalhadores não especializados ganhava menos do que o minímo necessário para sustentar uma família, tendo-se assistido a um regresso de doenças da pobreza - tuberculose, raquitismo e outras. Simultaneamente, o acesso aos benefícios da segurança social eram restringidos e a regulamentação dos subsídios de desemprego (...) compeliam os seus beneficiários a aceitarem trabalho aos valores ditados pelo mercado.(...)A contradição mais íntima do mercado livre é a de que este enfraquece as instituições sociais tradicionais das quais dependia no passado - um exemplo-chave é a família. A fragilidade e o declinio da família tradicional cresceu durante a era Thatcher. (...) Em resumo, hoje, na Grã-Bretanha, um em cada cinco lares há um em que todos os seus membros estão desempregados (sem contar com pensionistas). Este facto representa um nível de exclusão social de uma magnitude completamente desconhecida em qualquer outro país europeu, mas bem familiar nos Estados Unidos. O crescimento dramático de uma classe de marginalizados foi uma consequência directa das reformas neoliberais da segurança social, em particular as que afectaram a habitação. A venda das casas camarárias aos seus locatários [aparente sucesso!] (...) foi um dos elementos-chave no aparecimento de uma cultura neoliberal de dependência. Os subsídios à habitação em 1996-97 foram estimados em mais de 11000 milhões de libras [1,5% do PIB britânico] (...) mais de 10 vezes o custo total dos subsídios à habitação em 1979-80 [para pagamento das antigas rendas] Os gastos públicos em habitação social foram substituídos por subsídios para pagamentos de rendas e empréstimos hipotecários (...). O preço da privatização da habitação municipal resultou num aumento colossal da dependência da assistência social. (...) É bizarro que haja quem ainda ache anómala a correlação entre os mercados livres e a desordem social. Mesmo que se pudesse tornal estável, o mercado livre está destinado a destruir outras instituições sociais através das quais a coesão social é preservada. Nenhuma sociedade pode optar pelo mercado livre e ter esperança de evitar estas consequências."
[13:25]  
 insurgência por #jmmtc#  
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Rum de S.Tomé ("só um toquezinho!")
Ele canta, ele dança e salta! Hoje já apanhei apenas a sobremesa - gelada porque o calor é muito. Dá vontade de ir ali, cheirar e comer..., Ah! o "toquezinho" final: o rum de S.Tomé..., e tudo bem misturado com colher de pau - insurgente - como deve ser, e no meio um grito lançado no vento sobre o mar onde os irmãos pescadores, diz ele, vão para o Sul. Mas não o ouvem. Talvez amanhã.

Na Roça com os Tachos
[09:34]  
 insurgência por #jmmtc#  
segunda-feira, 7 mar 2005 
Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade
Amanhã, dia 8 - dia Internacional da Mulher - parte se São Paulo (Brasil), a Carta para a Humanidade, vem na Marcha, clamando por um mundo de "igualdade, liberdade, solidariedade, justiça e paz". A Portugal chega a 15 de Maio. E porque marcham?: "aumentar el alcance y el impacto de nuestro análisis, un análisis que nos ha llevado a querer redefinir las reglas políticas, sociales y económicas que nos rigen. El feminismo es un pensamiento, un proyecto social, una alternativa, una manera distinta de ver el mundo. El feminismo va más allá de la simple constatación de las desigualdades y de la necesidad de permitir el acceso al poder. Deshacer los sistemas que perpetúan el miedo a la diferencia, que atizan el odio de las diferencias y justifican la violencia; denunciar los sistemas que generan la exclusión y aumentan la dominación, estos son los motivos que nos animan."

Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade
Texto da Carta
Marcha Mundial de las mujeres
[23:22]  
 insurgência por #jmmtc#  
180º? E então, é mau é?

Pergunta aqui o MacGuffin qual vai ser o teor da relação de Portugal com os EUA, devido à nomeação de Freitas do Amaral para a pasta de MNE; a resposta - espera-se! - uma mudança de 180º, não tanto pelo nome do novo ministro mas sim pelas posições socialistas nos últimos tempos. Só quem teve a dormir é que não viu: não foi o PS que se aproximou de Freitas, mas o contrário. Aonde é que está o espanto? O espanto será se assim não acontecer!

[14:20]  
 insurgência por #jmmtc#  
domingo, 6 mar 2005 
Boçalidades
A política caseira debate-se nos comentários absurdos, ao nomes do novo governo, próprios de quem não tem mais nada para fazer ou dizer, com especial destaque para [José Manuel Fernandes], pela sua genial boçalidade, ou ao que deve o novo governo fazer ver este (in)fiel (para os colegas), pela inversa do anterior que é o mesmo que perguntar: qual deles o mais boçal? se o primeiro, que não vendo no governo quem pretendia ver - talvez já tivesse de antemão um comentário apropriado e preparado - diz que os que lá estão até são competentes "mas"..., ou por serem "antiamericanos" ou pasme-se! "sem imagem feita junto da opinião pública não especializada", ou porque são vaidosos, ou porque possuem "visões clássicas e estatistas das áreas que vão gerir" ou ainda por terem deixado uma "má impressão no parlamento" ou porque supostamente não são tão "pesados" como gostam os militares, por tudo isto não impressionam; se o segundo, cujo relógio parou no dia 19 de fevereiro, e quer que o governo entre com o pé direito a governar, com as mesmas políticas derrotadas no dia 20! - diga-nos lá onde trabalha, que não me importo também de contribuir para o salário do colega que tanto o distrai, mas pelos vistos até tem razão: ineficaz na distração que não nos livrou de tanta estupidez. E já agora um reparo: o costume na nossa praça não é haver dois documentos, nem sequer um! o costume é não haver nenhum - mas se no seu caso tem dois: assine a carta e deixe o seu colega em paz.
[17:53]  
 insurgência por #jmmtc#  
domingo, 27 fev 2005 
Um mundo onde caibam todos os mundos
A "velocidade do sonho"?, "do pesadelo"?... e a do silêncio? Essa é instantânea, global, para que não se fale e não se oiça o rumor de outros mundos, que existem, e resistem para que o mundo se torne vários:

"Nas terras zapatistas não mandam as transnacionais, nem o FMI, nem o Banco Mundial, nem o imperialismo, nem o império, nem os governos de um ou outro símbolo. Aqui são as comunidades a tomar as decisões fundamentais. Não sei como isso se chama. Nós o chamamos zapatismo.

Mas o nosso não é um território liberado, nem uma comuna utópica. Tampouco o laboratório experimental de um despropósito ou o paraíso da esquerda órfã.

Este é um território rebelde, em resistência, invadido por dezenas de milhares de soldados federais, policiais, serviços de inteligência, espiões de várias nações desenvolvidas, funcionários que trabalham na contra-insurreição e oportunistas de todo tipo. Um território composto por dezenas de milhares de indígenas mexicanos acossados, perseguidos, hostilizados, atacados por se negar a deixar de ser indígenas, mexicanos e seres humanos, ou seja, cidadãos do mundo.
(...)
Com nossas grosserias ou acertos, definições ou aspectos vagos, estamos tratando, só tratando, mas colocando a vida nisso, de construir uma alternativa. Cheia de imperfeições e sempre incompleta, mas uma alternativa nossa.

Se chegamos até onde chegamos não foi, contudo, por nossa única capacidade ou decisão, mas sim pelo apoio de homens e mulheres do mundo inteiro que compreenderam que nestas terras não há um montão de necessitados ávidos por esmolas ou lástima, mas sim seres humanos que, como eles e elas, anseiam e trabalham por um mundo melhor, um mundo onde caibam todos os mundos."


Das montanhas do sudeste mexicano; Subcomandante Insurgente Marcos. Set. 2004. [Ler aqui]

Na margem estão desde hoje, os links zapatistas, à velocidade global do click!
[02:41]  
 insurgência por #jmmtc#  
Poesia que arde...
Dobrou-se sobre ela puxou-lhe fogo
Escancarou-lhe os olhos puxou-lhe fogo
Cerziu-se-lhe no peito puxou-lhe fogo
Tirou-lhe pó de cima puxou-lhe fogo
Sentiu-se tão pesado puxou-lhe fogo
Cobriu-a de ar; destapou-lhe a carne; mordeu.

Era fim de tarde era depressa era comprido
Verteu palavras tenras até já não ter voz
Chorou, soletrou-lhe o corpo membro a membro
E foi no soalho a solidão de a desventrar
Tremeu tremeu puxou-lhe fogo


E ela ardeu

Cintra, Manuel; "Do Lado de Dentro", Editorial Presença, 1981 [e também aqui]
[00:14]  
 insurgência por #jmmtc#  
segunda-feira, 21 fev 2005 
Após longa pausa...

.... novas insurgências virão.

[13:58]  
 insurgência por #jmmtc#  
quinta-feira, 20 jan 2005 
"Temos medo"
"...principal razão foi por que não criámos suficientes instrumentos de expressão"

"Por isso, as forças reais do poder-saber, políticas, voltaram a dominar. Toda a nossa expressão individual, social, passou a reduzir-se ao discurso político. E no espaço público instalou-se em força um dispositivo que ocupou o lugar todo: a televisão, e os "media" em geral."

A ler: José Gil


enviado por Henrique Silva. Obrigado.
[01:07]  
 insurgência por #jmmtc#  
Fique o Povo Sossegado!
No Público do dia 18 e no aba da causa, Vital Moreira analisa o resultado do inquérito sobre o desinteresse dos cidadãos pela política; e só uma razão maior lhe assalta para justificar tal desinteresse e alheamento: o "pouco crédito" dos programas governamentais, apontando-o como um dos "maiores factores" para a desmobilização dos portugueses. E como tal é preciso atacar profundamente a questão. Como? É preciso fazer com que os cidadãos voltem a confiar, nos políticos, nas eleições e nos programas de governo, primeiro, adoptando práticas de conduta sérias que se podem ler no artigo (apenas pergunto: mas os pontos lá colocados não são precisamente aqueles que mais se falam?), e segundo - pasme-se! - é necessário "um aumento da exigência de uma parte relevante da opinião pública mais qualificada" e ainda - pasme-se novamente! - a " existência de centros independentes de escrutínio e análise dos programas eleitorais" constituiriam "uma valiosa alavanca de garantia da responsabilidade eleitoral".

Pois fiquemos então - povo que somos - sossegados que as nossas elites olharão por nós, não nos enganarão pois independentes o serão, e como bons sábios qualificados nos hão-de dizer que não voteis naquele programa porque é demagógico, inconsistente, irrealista, incoerente, contraditório e outros adjectivos que tais.

Anda a sonhar ou a dormir Vital Moreira? A dormir certamente, pois os velhos sonhos (pesadelos) não o abandonam: estejam em paz que a vanguarda pensante vos protege!

Tão longe e tão perto dos velhos hábitos?
[00:45]  
 insurgência por #jmmtc#  
sábado, 15 jan 2005 
Intermitente...

O Insurgente está intermitente...!

[13:04]  
 insurgência por #jmmtc#  
domingo, 9 jan 2005 
A Mensagem (oito dias passados)
Oito dias que passarem sobre a mensagem. Alguém a ouviu atentamente? Alguém a descarregou do seu tenebroso site presidencial? Algum valoroso jornalista aproveitou, no intervalo das listas, para trabalhar, e questionar o senhor sobre quais são os "velhos reflexos" que submetem o nosso sistema de protecção social a "interesses corporativos instalados" e quais são estes?; e que "soluções sem futuro" fala o senhor? Sabemos sim que este senhor aqui ouviu o outro senhor atrás (o único?), e certamente terá lido a mensagem e agradecido. Quanto às falácias do segundo e ao seu (dele) abismo lá iremos algum dia certamente, mais cedo que tarde, mas quanto ao senhor da mensagem, ele continua, e quer um novo "contrato" político e social: o contrato já existe e o exmo. senhor e o governo são uma parte dele, cabe aos portugueses a contraparte [esse contrato chama-se democracia - e um bom dicionário encarregar-se-á de relembrar aos mais esquecidostabelecidos o que significa]. Que a primeira não seja capaz de criar "políticas mais aptas a responder às novas situações", ainda bem que o exmo. o assume pela sua parte. Continua jorrando discurso pela estabilidade etc. etc., pelos "dois grandes objectivos" nacionais: "finanças sãs e economia competitiva", e para tal é necessário o crescimento da economia, "como indispensável para aumentar o nível e a qualidade de vida dos portugueses" - certamente trabalhadores como os da "Sociedade de Fabricantes" e da Bombardier (ex-Sorefame) percebem perfeitamente de que fala o exmo..

E continua o senhor, primeiro pedindo "uma nova eficácia reformista, fazendo prevalecer a autoridade democrática sobre a rede dos poderes instalados" (mais uma vez os poderes!), para depois vir dizer que descansemos, pois ele continuará a assegurar o "regular funcionamento das instituições"; em que ficamos? reformamos (o quê, como?, não disse!) ou continuamos regularmente como estamos? O que sobrou da mensagem para os portugueses foi aquilo que menos importa para as suas vidas, mas aquilo que mais ocupa o merdeiro jornalismo que temos: o entendimento pedido aos pricipais partidos políticos - reduzidos logo aos dois maiores - e se estes o querem, para a efectivação das ideias e planos expostos pelo exmo..

Infelizmente, o que ficou é precisamente aquilo que vão ter: o regular funcionamento do institucional reformismo. Bastava um simples desejar de bom ano novo, tinha durado menos de um minuto, e teria dispensado o já tão pouco falatório sobra a dita mensagem.

Depois da mensagem, em programa televisivo, consta que o exmo. senhor, ainda formolou opinião de que "o sistema político deve ser alterado de forma a favorecer a criação de maiorias absolutas na Assembleia da República"; ter-se-á esquecido de o referir na mensagem? Vai longe o tempo em que dizia que era intolerável haver portugueses dispensáveis. Não é certamente por este caminho que se garante as afirmações de outrora!
[11:09]  
 insurgência por #jmmtc#  
terça-feira, 4 jan 2005 
Prólogo
Contra a indiferença, contra a mentira, contra o desgoverno. Contra os hipócritas, contra os falacílocos, contra os oportunistas. Contra a politicagem. Contra os politicastros no governo e seus politicastros opositores. Contra os ilícitos inculposos. Contra a fome. Contra a miséria, a ignorância da miséria, a voluntária pricipalmente. Contra os merdas. Contra a merdice.

Contra a incultura, contra os gostos incultiváveis. Contra o unânime, contra o unanimismo cultural, musical, literário e todos os outros. Contra o individualismo. Contra o globalismo, contra o consumismo. Contra a média, contra a maioria1, contra o fatalismo, contra os mediocratas.

Contra o ruído, contra o silêncio, contra o silêncio do ruído. Contra o ruído em silêncio.

Contra o tempo que passou, contra a morte, contra o tempo que falta.

1. (8-01-2005) contra o desmando do poder maioritário.
[23:41]  
 insurgência por #jmmtc#  
sábado, 1 jan 2005 
Porquê «O Insurgente» ?

Porque a insurgência é necessária. Contra o quê? Contra Quem?

Contra o que fôr preciso que nos queira manter submissos.

Como?

Pela palavra, adjectivando o mais possível.

Começa também aqui o novo ano insurgente!

(o insurgente é: jmmtc # João Manuel Monteiro Torres de Carvalho#)

[19:25]  
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